Transport Fever 2

Nem acredito que Transport Fever 2 (Steam) saiu em 2019, muito menos que a Urban Games está revigorando ele com cada grande atualização – um suporte “pós-lançamento” de dar inveja para muita desenvolvedora. A mais recente atualização, disponibilizada nesta terça-feira, trouxe as tão desejadas opções adicionais de dificuldade para um jogo de gerenciamento que até então era muito bem listado como “interessante, divertido, mas fácil demais”.

A atualização dá fim a uma das maiores críticas miradas em Transport Fever 2: a artificialidade que as cidades expandiam. Até então o jogo só permitia dois tipos de carga por cidade, que tornava a sua expansão pouco realista e muito fácil de ser completada. A partir de agora é possível escolher entre 2 tipos de carga ou até 6 tipos de carga – sejam essas matérias-primas ou produtos fabricados.

Por consequência, a maioria dos sistemas de transporte foi revisto para acomodar a gigantesca mudança. Todos os depósitos receberam novas construções modulares, a Urban Games adicionou uma nova ferramenta para gerenciamento da linha férrea, além da opção de fazer com que uma mesma linha use diferentes estações.

Outro ponto que vai alegrar ou entristecer muitas pessoas é a repaginação dos custos básicos das locomotivas. A era de “entupir o mapa de locomotivas em poucos minutos” chegou ao fim. Ter uma linha de passageiros que gere lucro por volta de 1920 é quase um milagre e não há empréstimo que te salve.

Como alguém que gastou mais horas do que deveria em Transport Fever 2, as adições da atualização de outono vão me garantir ainda mais tempo no jogo. Ainda mais com a possibilidade de aumentar o nível de dificuldade para o máximo com sliders que vão até +400% e, acredite, eles funcionam.

A lista completa de alterações está disponível no site oficial do game, mas o trailer abaixo dá uma pincelada geral no que você pode esperar da próxima vez que iniciá-lo.

Transport Fever 2 traz novas opções de dificuldade com a atualização de outono

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- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.