O que estamos jogando – Março de 2022

Oi pessoal, como estão? Se lembram de quando eu disse que ia começar uma coluna mensal trazendo uma visão geral do que estamos jogando — ou planejamos jogar — ao longo do mês? E que só um artigo saiu e nunca mais voltou? Está na hora de corrigir isso e reiniciar a coluna. Agora com datas pré-definidas (dia 10 de cada mês) e, se a sorte ajudar, com mais conteúdo interessante.

Para quem ficou se perguntando o porquê de eu ter parado, é simples. Junte trabalho do dia a dia, estudos, tentar cobrir todos os jogos possíveis e imagináveis, e burnout. Eu falava para mim mesmo “Vou fazer essa semana”, que virava “dessa vez eu não vou deixar passar”. Passaram-se meses e.. Nada. Resumindo:

Agora que a minha vida começou a alinhar um tiquinho, o meu ritmo deu uma ajustada e minha disposição retornou — apesar do calor insuportável que está na minha cidade — deixa eu contar o que eu tenho preparado para as próximas semanas.

Distant Worlds 2

Mesmo depois de 20 horas de jogo, o que é nada quando se trata de Distant Worlds 2, eu ainda não sei o que pensar dele. Sem dúvidas uma melhoria insana em comparação a Distant Worlds: Universe. O tutorial e o manual estão muito mais amigáveis e a interface é uma delicinha. 

Em teoria eu tenho tudo para amar Distant Worlds 2, e pode acabar virando o meu 4X do ano, mas ainda é cedo para apostar nisso enquanto eu não ver o endgame, as dezenas de subfacções, e como ele evolui ao longo da partida. Quem não tem medo de uma curva de aprendizado relativamente alta já deve ter ele no seu radar. Certamente farei uma crítica dele em algum momento

X4: Tides of Avarice

Tides of Avarice aponta para um público extremamente específico: quem jogou X4 e conhece as mecânicas do jogo de exploração / gerenciamento / combate espacial. A Egosoft reforça os seus sistemas com a introdução de um sistema de “reciclagem” usado por novas facções que vai fazer todo e qualquer fã de logística enlouquecer. 

De longe um dos sistemas mais simples de “compreender” de toda a franquia X4, você agora vai poder recuperar naves destruídas e reciclá-las. A cadeia logística é simples e eficaz, e com o universo de X4 em constante evolução, criar guerras entre facções inimigas pode ser um tanto lucrativo para você. Aproveitando, as duas novas “storylines” incluídas com a expansão mostram que a Egosoft está bem interessada em expandir a narrativa do jogo — para além das naves apenas. 

Muito como Distant Worlds 2, eu só arranhei a superfície dessa imensa expansão, e por isso o texto pode demorar a sair.

Elden Ring

Em teoria eu já terminei Elden Ring, mas como um imenso prato, eu ainda estou digerindo tudo o que eu vi, todas as vezes em que morri, e todos os desafios contra os quais lutei no que é até então o maior jogo da From Software. A minha reação inicial foi de completa maravilha, mas na reta final o jogo começou a perder um pouco do ritmo e do que torna a série “Souls” tão especial para mim. Não é hora de entrar em detalhes, mas a mudança para um mapa de “mundo aberto” foi igualmente benéfica e maléfica. 

Gran Turismo 7

O que Gran Turismo 7 está fazendo nessa lista? Sinceramente, nem eu mesmo sei. Peguei com a esperança de preencher a lacuna de uma pessoa que adora jogos de corrida mas não tem mais tanto tempo para simuladores. O que eu recebi até então é uma grande apresentação de powerpoint sobre o histórico do automobilismo. O que não seria ruim, se não fosse pelo ritmo glacial com que você libera pistas. 

É capaz de eu largar ele de mão e esperar algumas atualizações. Existe um grande potencial de um simcade; ele é belo de se ver, muito mais competente em termos de física do que os seus antecessores, mas os menus e como ele se propõe a estabelecer uma “história” não combina muito com o que eu estou procurando no momento.

ELEX 2

O que estamos jogando

Um monstro de jogo que é excelente e às vezes ambicioso demais para o seu próprio bem. A Piranha Bytes se supera outra vez em criar um mundo que é intrigante de explorar e não segura a sua mão. Navegar com o “jetpack” é divertido e encontrar peculiaridades pelo mapa é um dos pontos altos dele. Uma pena que seu protagonista, Jax, ainda seja infantil e insuportável e o combate — ainda que melhorado em comparação a Elex — seja um tanto desengonçado. 

Aliás, quando a Piranha Bytes disse que é uma sequência direta aos eventos de Elex, ela não brincou. Não espere uma explicação profunda ou um vídeo de 30 minutos sobre o que aconteceu no antecessor. O início dá uma pincelada geral nos temas, mas deixa muita coisa de fora. Recomendável jogar Elex primeiro. E com isso eu te desejo muita boa sorte.

Atelier Sophie 2: The Alchemist of the Mysterious Dream

O que estamos jogando

Depois de dois jogos da série Ryza, o retorno para o sistema de combate em turnos — agora mais dinâmico — e de síntese de materiais de Sophie é uma ótima mudança de ritmo. Mesmo com poucas horas de jogo (maldito calor, maldito verão!), eu já me sinto muito mais “em casa” com a sua história bem enxugada e seus temas igualmente relaxantes e maduros. 

Atelier Sophie tem sido o meu portal para aqueles dias onde o meu cérebro está nublado. Posso não ter avançado muito na trama, mas você pode ter certeza que eu já gastei mais tempo criando itens e roupas do que deveria. Eu adoro o sistema “match 3” de Atelier Sophie e fico muito feliz que ele voltou com tudo!

Phantasy Star Portable 2: Infinity

O que estamos jogando

A melhor pergunta a ser feita se eu estou jogando Phantasy Star Portable 2: Infinity é: “Quando você não está jogando Phantasy Star Portable 2: Infinity?”. Decepcionado com a direção que Phantasy Star Online 2: New Genesis segue e a minha falta de tempo / paciência para aprender os padrões de ataque de todos os monstros de Monster Hunter: Rise, Infinity encontra um meio termo entre dungeon crawling, loot, missões ligeiras e um grind agradável. 

Tem sido o jogo com que eu inicio o meu final de semana pelos últimos meses, e eu não penso em largá-lo tão cedo. De quebra, ainda vem com uma trilha sonora fantástica e uma boa dose de personalização — tanto do personagem quanto do quarto que você possui. Agora é testar a sorte e ver se aquela espada que eu quero finalmente dropa. 

Enfim, é isto que estamos jogando! Ou será tudo? Talvez eu tenha algumas surpresas na manga que irei revelar nos próximos dias. Fiquem atentos às redes do site (Facebook/Twitter) para mais informações!

Aproveitando para lembrar que, se você gosta do que eu escrevo, você agora pode me apoiar via Ko-fi ou Pix! 

O que estamos jogando – Março de 2022

About The Author
- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.