Redshot

“Ah não Lucas, você me fez clicar em outro Metroidvania?”. Calma lá, caro leitor, até eu estou cansado de Metroidvanias, mas depois de um tempinho com “Redshot” (Steam) desenvolvido por Brian Lynch, eu acredito que ele mereça a sua atenção.

Enquanto a maioria dos jogos do subgênero tendem a se limitar para tramas que envolvem relíquias antigas, reinos destruídos ou outra catástrofe, “Redshot” conta a história de uma pessoa azarada. Sim, você é um mero soldado recrutado para escoltar a família real e que é abatido no meio do trajeto.

Mas isto não é o que faz “Redshot” especial, mas sim o seu sistema de combate. Frenético até dizer chega, Brian Lynch conseguiu o incrível feito de misturar tiroteios intensos com um “bullet-time”, várias ações que em outros jogos seriam “complexas” se tornarem simples. E ainda conseguiu botar algumas piadinhas que me fizeram rir mais do que boa parte dos jogos que tentam algum viés de humor.

Bastou 30 minutos de jogo e eu já estava dando piruetas no ar, trocando de armas para eliminar os meus inimigos, desacelerando o tempo para acertar aquele tiro de espingarda bem na fuça de um pirata. Catártico? Demais.

Outro ponto, muito positivo a meu ver é como “Redshot” nunca fica tempo demais em uma área para você enjoar dela. Não tenho a menor ideia do tempo de duração total dele, mas me sinto impulsionado a continuar a jogá-lo até mesmo quando não tenho tempo – o que é o caso de agora que estou escrevendo essa nota.

Já deixo aqui a minha recomendação e, quem sabe, ele não vira assunto de uma futura crítica?

Por ora fique com o trailer de lançamento de “Redshot”.

“Redshot” traz exploração, tiroteio e manipulação de tempo

About The Author
- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.