Field of Glory: Kingdoms

Durante o Home of Wargamers 2022, a AGEOD finalmente revelou o seu próximo projeto e não é nada mais, nada menos do que Field of Glory: Kingdoms — o sucessor “espiritual” de Field of Glory: Empires. Assim como seu antecessor, o “grand strategy” terá integração com Field of Glory II: Medieval.

Diferente de Empires, onde o seu principal objetivo era expandir a sua nação para que ela não fosse “esquecida pela história”, Field of Glory: Kingdoms se volta para um conceito de autoridade e ordem. Em suma, você deve manter os seus vassalos e sua população felizes para evitar possíveis guerras internas ou disputas territoriais.

Ele também é o primeiro da AGEOD a possuir um sistema mais robusto de dinastias e personagens. De acordo com o que foi divulgado até o momento, você precisará garantir o futuro da sua nação com um herdeiro e boas manobras internas para evitar uma possível usurpação do trono.

O sistema de população de Empires retorna com uma camada extra de complexidade ao introduzir nobres e religião. Pelo o que a AGEOD indicou, religião também vai ter um grande impacto no decorrer da partida já que controlar regiões de religiões diferentes da sua é certeza de gerar atrito e guerras.

Infelizmente, a integração com Medieval aparenta ser tão “precária” quanto a de Field of Glory: Empires e o jogo original. Para quem não conhece como o processo funciona, você precisa iniciar uma batalha no mapa do “grand strategy” — no caso Field of Glory: Kingdoms. O jogo então será minimizado e Field of Glory II: Medieval será iniciado.

Além de ser um processo muito pouco intuitivo, os resultados nem sempre eram consistentes com o que acontecia no campo de batalha. Tropas de “alta qualidade” eram trocadas por tropas de “baixa qualidade”, bugs, e por aí vai. E, convenhamos, ninguém quer ter dois jogos abertos ao mesmo tempo. Quem sabe algum dia a AGEOD vai chegar no século XXI e criar um sistema menos doloroso.

Dito isso, eu estou muitíssimo curioso em ver como a desenvolvedora vai representar o período medieval — as 400 províncias que estarão presentes no game — todas as mudanças nelas. Afinal, este vai ser um dos poucos jogos de estratégia em grande escala na atualidade que vai ser capaz de “bater de frente” com Crusader Kings 3, e ainda mais com uma proposta bem diferente.

Field of Glory: Empires foi uma ótima mudança de direção para a AGEOD, mesmo que a sua versão “final” ainda possuía uma interface pouco intuitiva. Agora é torcer para que eles tenham aprendido com os deslizes do passado.

Nada foi dito sobre a sua data de lançamento, mas tudo indica que ele deve dar as caras em breve no Steam.

AGEOD e Slitherine anunciam Field of Glory: Kingdoms

About The Author
- Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.