Quando a Creative Assembly anunciou que estava trabalhando em uma versão “completa” de “Total War: Shogun 2”, eu confesso que fiquei, de início, com o pé atrás. O suporte para 64-bits vai ser muito bem-vindo, mas e os visuais? E o que vai de fato ser melhorado? Nesta terça-feira (29) a desenvolvedora divulgou um vídeo que me deu uma bela de uma tranquilizada.
Com pouco mais de 10 minutos, o vídeo de visão geral mostra que a essência de “Total War: Shogun 2” – ao menos o que tange os mapas de batalha e a campanha em si – vai ser mantida. Nada de reviravoltas em mecânicas ou ajustes para deixá-lo mais “moderno” com exceção de algumas novas opções visuais para as batalhas – todas elas vão poder ser desativadas caso prefira o estilo “clássico”.
Outras adições incluem novos atalhos para diplomacia, facção, e uma opção para rodar o jogo em modo borderless – além de suporte para monitores ultrawide e escala de interface para resoluções 4K.
Quiçá a mudança mais “controversa” são as cinemáticas, que agora seguem um estilo de “arte japonesa”. A Creative Assembly já apontou que essas cinemáticas são opcionais e podem ser desativadas pelo menu de opções.
Já no que tange os visuais, ao menos o que foi mostrado no vídeo indica ajustes pontuais nas sombras e nas texturas das unidades. As animações delas sofreram pouquíssimas modificações em si – o que para mim é um grande alívio. Meu maior medo era que a Creative Assembly decidisse que “Shogun 2” deveria se comportar como “Total War: Warhammer III” ou outros títulos mais recentes – não vai ser o caso.
O vídeo também entra em breves detalhes sobre as novas facções minoritárias. Como eu imaginava, a maioria delas tem como principal “diferencial” um início de campanha mais difícil, com algumas delas isoladas dos conflitos principais. Confesso que faz tantos anos que eu joguei “Total War: Shogun 2” que não me lembro se elas já haviam sido disponibilizadas via mods ou não, mas a integração delas ao jogo base é uma ótima adição.
O único ponto “negativo” nessa história toda é a incompatibilidade de mods clássicos com a versão completa de Shogun 2 por conta da versão de 64 bits e integração com o Mod.io. No entanto, vale reforçar que a versão clássica não será removida de nenhuma plataforma, apenas integrará o pacote. Ou seja, se você pegar “Shogun 2 – Complete Edition” poderá continuar a aproveitar os mods que a comunidade suou tanto para criar. Além disso, donos da versão “clássica” receberão todos os DLCs que não possuírem sem custo adicional. A meu ver, é o melhor dos dois mundos.
Não nego que, se fosse alguns anos atrás, eu estaria apavorado com uma mudança dessas. Mas depois de “Rome Remastered” e o ótimo “Lords of the End Times” para “Total War: Warhammer III” (crítica), estou bastante contente com a postura da Creative Assembly como desenvolvedora e como ela vem se comunicando de forma mais aberta com a comunidade.
“Total War: Shogun 2 – Complete Edition” vai estar à venda a partir de 13 de outubro por US$39,99. Preço no Brasil ainda não foi divulgado. Aqueles que já possuem o jogo — agora considerado versão “clássica” — terão 75% de desconto até 12 de novembro. Mais detalhes estão disponíveis no blog oficial da desenvolvedora.
Veja o vídeo de visão geral e mais imagens de “Shogun 2:Complete Edition” abaixo:









