Uma das mecânicas que mais difere “Warhammer 40K: Dark Heresy” de “Rogue Trader”, além das alterações drásticas para o combate, é a introdução de um sistema de investigação. Afinal, você não é mais um “mero” líder de um grupo de exploradores / conquistadores, mas sim um membro da Inquisição — umas das dezenas de repartições do Imperium responsáveis por investigar e punir o que eles consideram “heresia”. Nesta semana a Owlcat Games divulgou um trailer com mais informações sobre como funciona o sistema em si e o que esperar em termos de narrativa.
Embora não chegue no mesmo nível de “Disco Elysium” ou “Zero Parades: For Dead Spies”, o novo sistema de “Dark Heresy” adiciona uma muito necessária camada extra de trama e interação não só com o cenário, mas com os personagens dos diversos planetas que você vai explorar no RPG.
Em suma, você vai ter que coletar possíveis evidências de heresia ou rebelião e, de pouco a pouco, montar uma “imagem parcial” do que de fato aconteceu na cena do “crime”. Seja um assassinato, um motim, e por aí vai.
O que me chamou bastante a atenção é a adição de elementos como um “identificador de pistas” onde o jogo vai te direcionar para possíveis corpos ou evidências – elemento que pode ser desativado para aqueles que preferirem um pouco mais de desafio – e o fato que seus próprios aliados vão ter um pequeno “dizer” sobre a situação.
De acordo com a Owlcat, certos personagens como Epione, por exemplo, tem conhecimento médico e pode determinar a causa da morte de uma pessoa ou um grupo de pessoas. Já Laarthyr pode colaborar com você para identificar padrões de atuação ou comportamentos de diferentes espécies de seres, e por aí vai.
É aí que vem o “pulo do gato”. Por ser um membro da inquisição, você não necessariamente precisa seguir as regras da região ou até mesmo do sistema solar no qual você atua. Você pode encontrar o real suspeito ou culpado por um assassinato, mas se ele não se alinhar com os seus interesses pessoais, você pode muito bem culpar outra pessoa que não tem nada a ver com o acontecimento. Agora, se os seus aliados vão aprovar ou não, é outra história.
Levando em conta que a maioria dos RPGs tendem a seguir um modelo bem “básico” de investigação, a liberdade prometida por “Warhammer 40K: Dark Heresy” é no mínimo revigorante, ainda que um tanto que cruel. Mas, bem, falo da inquisição do Imperium, bonzinhos eles não são.
Uma pena que o sistema, ao menos até então, foi pouquíssimo explorado na versão beta — ainda disponível para aqueles que comprarem no site oficial do game. E, com um último DLC de “Rogue Trader” previsto para o final do ano, não imagino que “Dark Heresy” de fato dê as caras até no mínimo meados do ano que vem. Ele já foi confirmado para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S.
Agora, independentemente da data, tenho certeza de que irei jogá-lo, e muito. Até lá, ficarei saboreando os trailers e imagens divulgadas.





