Em nota, a Paradox Interactive anunciou nesta terça-feira (12) que o pacote de “teatro” previsto para 2026 de “Hearts of Iron IV”, “Thunder at Our Gates”, vai estar disponível a partir de 11 de junho. Ele no momento só pode ser comprado via o segundo passe de expansão para o Grand Strategy (R$185,99), mas vai estar disponível de forma avulsa por US$19,99. Preço no Brasil ainda não foi divulgado.
Apontado pela própria desenvolvedora como uma das maiores adições do ano para o game, ele expande as mecânicas e caminhos históricos e anistóricos para a Austrália, Sião e Indonésia. O primeiro diário de desenvolvimento — voltado para a Austrália —, foi publicado junto com o anúncio.
O país, que já havia sido expandido com “Together for Victory” – que agora faz parte do jogo base – agora tem rotas históricas mais “realistas” e condizentes com o período, com um equilíbrio entre busca pela independência e atender as demandas do Reino Unido. Uma das novas mecânicas é um sistema de eleições mais robusto, e a possibilidade do jogador “influenciar” mais a direção que o país vai tomar.
Em suma, você não vai ter que escolher caminho “A” ou “B”, mas sim ser capaz de decidir qual o melhor para o país em dados momentos. Claro que, com as suas “limitações”.
Você vai poder, por exemplo, manter o United Australia Party, representando os australianos conservadores, por mais tempo no poder se quer maior cooperação com o reino unido. Isso me soa especialmente útil para a compra e obtenção de equipamento durante o período pré-guerra. Alternativamente você pode torcer para que o Australian Labor Party – que representa os socialdemocratas – e trilhar um caminho de autossuficiência. Ou, quem sabe, uma cooperação mais próxima com a União Soviética.
A meu ver, o que torna o sistema interessante é a sua granularidade e como ele se integra com o restante da Focus Tree. Alguns nódulos só podem ser desbloqueados se o partido eleger a pessoa “correta” para o cargo, o que por si só já é mais intrigante do que a maioria das Focus Trees de “Hearts of Iron IV”.
Eu sei que essa granularidade já estava presente no game, mas em grande parte se estendia apenas a grupos como “comunistas” ou “democratas”. Vale levar em conta que até então só foi mostrado o lado histórico da Focus Tree e imagino que a versão anistórica seja mais maleável.
“Thunder at Our Gates” vai vir acompanhado de outra grande sacudida para o game, a introdução de quartéis-generais militares mais complexos.
Embora escassos em detalhes no momento, um pequeno diário de desenvolvimento foi publicado em fevereiro que mostra o sistema em ação. Até então, seus quartéis-generais eram criados e designados para um general. A partir do pacote, esses generais terão uma área de efeito, uma maior quantidade de habilidades passivas e ativas, e podem ser capturados pelo inimigo. Você, então, poderá preparar uma incursão ao território inimigo para tentar resgatá-lo. A desenvolvedora comentou que ambos os sistemas vão ser mais bem explicados e detalhados nos próximos meses, mas já confirmou que o mesmo pode acontecer com almirantes e capitões de navios.
Se o restante das Focus Trees for tão intrigante quanto a da Austrália, “Thunder at Our Gates” vai ser uma tremenda adição para o “Grand Strategy”, ainda mais para uma região que foi praticamente “esquecida” por anos. E, embora muitos não tenham gostado de “Peace For Our Time”, eu o considero uma boa adição – ainda mais se você levar em conta que ela é a primeira parceria entre a Paradox e uma equipe de modders. Torço para que a desenvolvedora continue com esta iniciativa
Veja o trailer e mais imagens de “Thunder at Our Gates” abaixo:





