As coisas podem não ter se saído muito bem com “Let it Die: Inferno” e a sua tentativa desastrada de se tornar um jogo PvPvE com elementos de “Extraction Shooter”. Normalmente, é aqui que a história tende a terminar, mas a SUPERTRICK GAMES, e a GungHo, como anunciaram previamente, agora permitem que o RPG “Let it Die” possa ser jogado em modo offline. O “porém” nessa história toda? Você vai ter que desembolsar R$59,99 (Steam / PlayStation)
Originalmente lançado e desenvolvido pela Grasshopper Manufacture de Goichi Suda (SUDA51), “Let it Die” ganhou notoriedade em 2018 por ser um título free-to-play que abraçava elementos de jogos como “Dark Souls” em um período em que o gênero ainda não era saturado. Era um dos raríssimos com uma roupagem mais “moderna” em termos de estética, e com todo o exagero e excentricidade que se conhece do desenvolvedor que já trabalhou em projetos como “No More Heroes” e, mais recentemente “Romeo is a Dead Man”.
A versão offline de “Let it Die” remove parcialmente elementos pagos como vidas ou itens de ressureição. Eles ainda estão presentes, mas agora podem ser comprados com a moeda obtida no jogo ao invés de dinheiro real.
O lançamento da nova versão também inclui novas quests, repaginação de quests que dependiam mais de elementos online, novos equipamentos, balanceamento de inimigos e a promessa de redução de até 75% na quantidade de materiais necessários para melhorar itens de nível 4 – um dos mais raros do game.
Eu confesso que, de início, eu não havia gostado tanto de “Let it Die” ao ponto de deixá-lo de lado por meses até um colega me convencer a tentar mais uma vez. O combate é muito mais frenético do que a maioria dos souls-likes, até mesmos os atuais, e a quantidade de equipamentos e armaduras é assustadora. Não é à toa que fazem guias para ele. Isso que falo de um jogo parcialmente linear e não de “Elden Ring” ou um souls-like de mundo aberto.
Dito isso, a versão offline de “Let it Die” vale o preço para aqueles que estão curiosos e não jogaram o modelo free-to-play — que, aliás, era bastante predatório. Sempre fico feliz quando empresas decidem converter jogos que começaram como um “games as a servisse”, e que poderiam muito bem ter sido perdidos pelo tempo para versões offline. Lamento, e muito, para as empresas que deixaram essas oportunidades passarem. Se começar a listá-las aqui, essa nota não sai nunca.
Veja o trailer de lançamento e mais imagens da versão offline de “Let it Die”





