Sabe o porquê de eu não ficar frustrado que “Elder Scrolls 6” ainda está longe de sair? Pela quantidade enorme de RPGs em primeira pessoa que surgiram na última década, de projetos ambiciosos como “Tainted Grail: Fall of Avalon”, aos mais modestos. É o caso de “Fatekeeper” da Paraglacial, que entrou em Early Access no Steam por R$39,99.
O jogo se passa no arquipélago de Solace, onde o protagonista – um cuja história ainda permanece guardada a sete chaves – decide explorar em busca de uma antiga civilização que morou nas montanhas, os Underdwellers. No entanto, a única coisa que ele encontra são cidades antigas tomadas por orcs, monstros e outros seres que transformaram local em fortalezas e redutos. E, obviamente, eles não estão nem um pouco felizes de te ver.
Um dos pontos que mais me chamou a atenção em “Fatekeeper” é a forte influência dos jogos da Arkane — mais especificamente “Dark Messiah of Might & Magic” — no ethos da Paraglacial. Já nos minutos iniciais o jogo apresenta uma fortíssima interação com o cenário e os inimigos. Chutá-los para poços ou de pontes, usar magias para destruir paredes ou lançar rochas contra eles são formas viáveis de derrotá-los.
Por falar em “diferentes formas de derrotar inimigos”, não tem como falar de “Fatekeeper” sem mencionar a assustadora árvore de habilidades que alterna entre nódulos passivos e dezenas de habilidades. Embora nem todas estejam implementadas, já dá para ver que você vai poder criar diferentes builds no game, daquelas que são focadas quase que exclusivamente no combate corpo a corpo, uso híbrido de magia e arquétipo “arqueiro furtivo”.
A última opção, embora “tradicional” de RPGs, me parece a menos atraente para se jogar “Fatekeeper”. Por que eu seria um arqueiro se eu posso criar armadilhas e fazer com que pedaços de paredes caiam sobre os inimigos?
Para aqueles que se empolgaram com o conceito, recomendo calma e cautela. A versão inicial de Early Access tem apenas duas horas de duração, com a previsão de ser expandida ao longo dos próximos meses até o lançamento. A equipe estima que o jogo completo dure cerca de 15h ou mais. Levando em conta que ele vai ser majoritariamente linear, é uma ótima duração. Antes um jogo de 15h que traz ideias novas do que um de 150h banhado em tédio.
Ainda não tenho certeza se irei jogar essas duas horas iniciais e trazer uma crítica sobre o game, mas vocês não tenham dúvida que ele está no meu radar e vou acompanhá-lo de perto.
Veja o trailer e mais imagens de “Fatekeeper” abaixo:





