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Retrospectiva e os nossos jogos favoritos de 2025

Lucas Moura por Lucas Moura
14 de janeiro de 2026
em Artigos, Slider
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A cada dia que passa, 2025 fica mais distante no retrovisor da minha vida, e assim, eu consigo respirar mais aliviado. Mais aliviado do que eu sequer cogitei no começo de um ano que só posso descrever como caótico, conturbado e repleto de momentos de indecisão.

Embora eu tenha tentado evitar que os meus problemas pessoais derramassem para o site, eu confesso que em muitos meses eu acordei e pensei: “Será que vale a pena? Será que importa continuar produzindo essas críticas, matérias, entrevistas, previews e todo o resto?”.

Em 2024 eu já havia notado sinais do “famoso” burnout. Meu interesse por jogos diminuiu, me foquei demais em um único gênero (estratégia), as minhas dores nas costas e na mandíbula ficaram de escanteio. Um preço altíssimo que paguei de metade de 2025 para frente.

Se você notou uma queda na quantidade de críticas da metade de 2025 para frente, peço desculpas. Eu não estava na menor condição de produzir algo que eu julgaria “aceitável” de publicar. Ainda que eu esteja contente de ter escrito sobre grandes jogos como “Europa Universalis V” (crítica), “Anno 117” (crítica), acompanhar o desenvolvimento de projetos fascinantes como “White Knuckle”, e a controvérsia e censura de títulos como “VILE: Exhumed”, o final do ano me trouxe uma sensação de “eu não quero mais olhar para jogo na minha vida”.

Não é verdade, eu só estava cansado. Muito cansado. Ainda não estou 100%, e para chegar neste ponto – na animação que eu tinha no passado de acordar e escrever dezenas de matérias para o Hu3BR – algumas coisas vão ter que mudar.

Para quem acompanha o site com mais afinco, eu vou reduzir consideravelmente a quantidade de notas diárias para o máximo de três. Pode soar uma mudança “pequena”, mas essa diminuição de carga significa mais tempo para me focar em outras matérias e no meu trabalho do dia a dia.

Falando em matérias, eu planejo retornar com recomendações de jogos indies de maneira quinzenal. Nada mais de 10 ou 15 jogos, apenas 5 que eu venho jogando e nada mais. Limites.

Outra mudança que já estava mais do que na hora de ser feita é a redução de reviews com nota. Eu já havia aludido para tal mudança há anos, mas há dezenas de jogos que eu simplesmente “congelei” para dar nota, sendo que eu teria sido muito mais feliz se tivesse me focado em um aspecto que ele faz muitíssimo bem ao invés de me preocupar demais sobre a “nota final”. Acho um conceito defasado e não duvido que ele venha a cair por terra de vez – ao menos aqui no Hu3BR – muito em breve.

Também peço desculpas para aqueles que se inscreveram no newsletter e receberam pouquíssimos e-mails. Como disse antes, burnout tomou conta da minha vida e o meu interesse em escrever até o menor newsletter se apagou. “Esse texto está horrível e com pouca coisa de interessante”. Eu devia confiar na minha própria escrita — e tenho certeza de que o Roberto, o meu braço direito e a pessoa incrível que edita todas as matérias que vocês leem, vai concordar com isso.

Ainda não sei o rumo que a newsletter vai tomar, e esse é um dos pontos que ainda está no ar. Talvez eu a integre com mais elementos visuais como vídeos (não se preocupem, eu não vou começar a produzir vídeos a torto e a direito, não é o meu estilo) ou apenas fazer um apanhado de notícias quinzenais que não tive espaço para colocar no site. Sei de uma coisa: ele não vai a lugar algum.

No que diz respeito ao mundo dos jogos, 2025 foi como eu apontei em muitos textos: jogos fantásticos, uma indústria em colapso. Fechamento de empresas que gostava, e muito, lançamentos de grande calibre repletos de problemas visuais e bugs, a ascensão da terrível IA generativa. O último ponto, um que vai cada vez estar mais presente no nosso cotidiano.

Continuarei a abominá-la em todas as suas formas e evitar de interagir com ela. Que façamos barulho o suficiente até essas empresas e seus donos, com bolsos recheados de dinheiros e moedas que até caem quando andam, desistam dessa ideia ridícula.

Para mim, quem sobressaiu mais uma vez foi o cenário independente, trazendo jogos inusitados até mesmo na reta final do ano. Só eu sei a quantidade de horas que gastei revisitando as fases de “Skin Deep”, ou o quanto “Beyond Citadel” me impressionou com as suas mecânicas de combate – ainda que o gore tenha sido um pouco “demais” para mim.

“The First Berserker: Khazan” foi uma tremenda surpresa em um ano repleto de soulslikes, e embora “Door Kickers 2: Task Force North” tenha ficado por anos em Early Access, o seu lançamento oficial o sedimentou como um dos meus jogos táticos favoritos.

Também não há como evitar de mencionar títulos fantásticos como “Despelote”, “Skate Story”, “Absolum”, “Tempest Rising”, “Lost in the Open”, “Jumpbound”, “Concierge”, “1000 Deaths”. Esses são uma fração minúscula de tudo que joguei. A quantidade foi tanta que eu já fiz outra lista com jogos que merecem mais atenção.

Limitar a seleção para “apenas” 10 jogos em 2025 é uma tarefa insana, praticamente impossível. A lista que eu compus abaixo é imperfeita tal como eu. Certos jogos estão longe de serem apontados como “queridinhos do ano”, e têm a sua parcela de problemas. Mas, no fim do dia, foram os que mais ressoavam comigo e mais permaneceram na minha cabeça – e ainda devem continuar por um bom tempo.


Nossos jogos favoritos de 2025

Kingdom Come: Deliverance 2

Retrospectiva 2025

Se “STALKER 2” abocanhou um pedaço de 2024, “Kingdom Come: Deliverance 2” foi quem ocupou o lugar do shooter da GSC Game World em 2025. O trabalho da Warhorse Studios é excepcional, da forma como a desenvolvedora te imersa no mundo até as múltiplas formas de resolver ou terminar uma quest.

Passei horas, horas e mais horas explorando a Boêmia do Séc XV, e retornei mais duas vezes para os seus DLCs. Ainda assim, quero mais — muito mais. Vou guardar as minhas memórias do meu tempo com “Kingdom Come: Deliverance 2” com bastante carinho. Henry é atrapalhado, carismático, galanteador. Nas minhas mãos? Um pouco trapaceiro também. Minhas expectativas para o que a Warhorse Studios produzir no futuro estão altíssimas.

Skin Deep

Retrospectiva 2025

Minha opinião sobre “Skin Deep” variou drasticamente ao longo dos meses. Houve momentos em que eu não via “nada demais” no immersive sim da Blendo Games, outros em que eu causava o caos da forma mais inesperada possível.

A realidade é: “Skin Deep” não se prende aos moldes que muitos de nós – eu, obviamente, incluso – esperam de “immersive sims”. Ele não tem o arsenal de Deus Ex, muito menos a ambientação claustrofóbica de “Thief”. Ele cria, da sua própria maneira, cenários, e te dá ferramentas inusitadas para solucioná-los.

Assim que me desprendi de rótulos, comecei a apreciá-lo cada vez mais, e revisitar as fases para ver como conseguia completá-las da maneira mais ridícula possível. Afinal, qual outro jogo permite que você cause uma explosão com sabonete?

Europa Universalis V

Embora o seu lançamento não tenha agradado a todos, as mais de 100h que eu investi em “Europa Universalis V” revelam por si só a minha opinião sobre o novo Grand Strategy da Paradox.

Ele é ambicioso, e em grande parte conseguiu atingir essa ambição. Embora algumas atualizações pós-lançamento o tenham colocado em um estado menos agradável do que eu gostaria, eu mantenho firme de que ele é um dos melhores jogos que a desenvolvedora publicou na última década. Ficando lado a lado com um grande queridinho meu, “Imperator: Rome”.

Cross Blitz

Em um ano no qual eu imaginei que “Monster Train 2” seria o meu deckbuilder favorito, “Cross Blitz” chegou de forma sorrateira com as suas mecânicas no estilo “Hearthstone”, uma excelente campanha, e um modo roguelite de dar inveja a muitos.

Passei noites em claro jogando-o, liberando novos personagens, encontrando novas sinergias, e desenvolvendo táticas para derrotar todos os chefões. Estou muito longe de completar tudo o que ele oferece. Quem imaginaria que as mecânicas de “Hearthstone” sem a necessidade de gastar horrores iriam me fazer cair de amores por um deckbuilder? Fica facilmente ao lado de alguns dos meus favoritos como “Faeria” e “Vault of the Void”.

Cronos: The New Dawn

Retrospectiva 2025

Até o remake de “Silent Hill 2”, o único jogo da Bloober Team que ressoou comigo foi “Observer” de 2017. E, ainda assim, não tinha muita confiança de que a desenvolvedora sairia da sombra de “aquela empresa que fez o remake de Silent Hill 2”. “Cronos: The New Dawn” provou que eu estava errado.

Entrelaçando uma narrativa sobre o terror da pandemia — e paralelos de uma que passamos não faz muito tempo, mas parece que muitos já se esqueceram — com uma jogabilidade sublime e desafiadora, o jogo de terror foi um dos pontos altos de 2025. Agora, mais do que nunca, estou interessado no que a equipe irá produzir no futuro.

Baby Steps

Quem me conheceu no começo dos meus 20 anos — a esta altura, pouquíssimas pessoas que estão na minha vida ainda — vai se lembrar que eu era uma pessoa irritada. Assustadoramente irritada; irritada com a vida, com o mundo, com tudo. O menor “erro” em um jogo já me levava à fúria. O que “Baby Steps” faz nessa lista? Revelar para mim o quanto eu evoluí desde então.

Inúmeros momentos do projeto criado pelo trio Gabe Cuzzillo, Maxi Boch e Bennett Foddy testaram a minha paciência, mas eu segui em frente, tropeçando, errando e aprendendo. No fim, é uma belíssima jornada sobre reconhecer os seus erros, sobre não ter medo de pedir ajuda. Sei que vou revisitá-lo muitas vezes ao longo dos próximos anos.

Octopath Traveler 0

“Octopath Traveler 0” sequer estava no meu radar até semanas antes do lançamento. 2025 estava próximo do fim, eu estava cansado, eu só queria um jogo que me fizesse “relaxar”. A sua trama — pesada, algumas vezes previsível e melodramática — não necessariamente ajudou. Mas a sua cadência muito bem pontuada, incrível variedade de personagens e uma ambientação sem igual me conquistaram.

Foi o último jogo que eu completei em 2025, e embora não reinvente nada do gênero, é deliciosamente confortável. Um jogo que me fez lembrar de por que gosto tanto de RPGs.

Master of Command

Como disse no começo do texto, 2025 foi um ano de perdas. Uma que me doeu foi o “término” da Game-Labs — ao menos o que conhecemos como desenvolvedora. A equipe, mais conhecida por “Ultimate General: Civil War”, foi comprada por uma firma e muitos desenvolvedores-chave a deixaram. O último projeto, “A Twisted Path to Renown”, um extraction shooter, estava muito longe do que nós, fãs de estratégia, queríamos.

“Master of Command” preenche, em partes, essa lacuna. Embora não tenha a “complexidade tática”, o título da Armchair History Interactive compensa com uma campanha “procedural” no melhor estilo “Battle Brothers”, batalhas intensas e fantásticas — incluindo cercos a fortes — e uma progressão que dá vontade de começar uma nova campanha assim que você termina a sua última

De longe uma das grandes surpresas de 2025, e uma que eu sei muito bem que continuarei a jogar em 2026.

Anno 117: PAX Romana

Retrospectiva

“Anno 117: PAX Romana” pode não ter trazido a imensa revolução que foi “Anno 1800”. Ao invés disso, a Ubisoft Mainz pega as melhores partes do antecessor e traz um polimento imbatível.

Além de um sistema de religião novo, uma região secundária jogável bem mais robusta que qualquer outro título da franquia, e suporte a mods já no lançamento, é um jogo que eu aposto que irá crescer, e muito, em 2026. Esse não sai do meu disco rígido tão cedo.

Öoo

Retrospectiva

Tem um jogo que eu não tenho coragem de recomendar para quase ninguém, “Tactical Nexus”. Se você olhar para ele, vai pensar “é um jogo de estratégia”? Em partes, é, mas ao mesmo tempo é um puzzle game que vai tomar 100h da sua vida fácil. A interface é horrorosa e entender como completar cada andar do dungeon crawler é uma tarefa e tanto.  “Öoo” destila o conceito para algo mais palpável.

Do mesmo criador de “ElecHead”, “Öoo” é sobre o prazer de descobrir combinações inusitadas com bombas. Cada cenário que eu explorei me fez abrir um gigantesco sorriso. “Olha só, se eu acertar o timing das bombas, eu consigo chegar na saída!”. Pode parecer uma frase boba, mas o que é a vida, se não repleta desses momentos “bobos”. São esses que a tornam tão gostosa de viver.


É assim que quero começar 2026, mais otimista, olhando para o site de forma mais “prazerosa”, não me prendendo a um “script” pré-definido na minha cabeça. Tentando expandir não só o meu horizonte, mas também o de vocês. Seja por meio de recomendações, matérias, entrevistas, newsletters.

Mais uma vez, obrigado a todos que acompanharam e acompanham o site ao longo desses 13 anos. As mensagens de carinho, os elogios, a quem nos apoia financeiramente, tudo. Vocês me dão força pra seguir em frente, pra dar o melhor de mim. E eu espero conseguir atender às expectativas de vocês.

Agora sim, que venha 2026!

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Lucas Moura

Lucas Moura

Após trabalhar em revistas e sites como EGW e BABOO, Lucas fundou o Hu3BR pela sua paixão em jogos de estratégia, indies e a interconexão entre sistemas e emoções humanas.

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