Em nota, a Avalanche Studios anunciou nesta terça-feira (2) que “TheHunter: Call of the Wild” irá receber um mapa no Peru — “Peru Hunting Reserve” — em 16 de junho no PC, PlayStation 5 e Xbox Series S/X. Ao que tudo indica, ela pode ser uma das maiores reservas em termos de biodiversidade.
Dividida em três biomas, a reserva tenta englobar alguns dos diferentes ecossistemas não só encontrados no Peru, como na América Latina de forma geral. Pela primeira vez o jogo vai ter uma floresta tropical, a região dos Yunga – também vista na divisa com a Bolívia e mais conhecida por ser uma região transitória entre floresta tropical e subtropical – e o planalto Puna. A última, presente na Argentina e Chile, e nas encostas das Cordilheira dos andes. Espere uma região mais árida e montanhosa.
A desenvolvedora divulgou um trailer junto com o anúncio que, além de dar uma ótima noção da imensidão do mapa, apresenta algumas das espécies que vão estar presentes nela. A reserva terá um total de 14 espécies, sendo 10 delas novas em “TheHunter: Call of the Wild”. E, sim, isso inclui onças, lhamas e capivaras.
Para aqueles que tem paciência de completar missões – coisa que eu já perdi há anos – o mapa vai vir acompanhado de 60 novas quests. Entretanto, ao invés de seguir a linha tradicional que a Avalanche tem feito nos últimos DLCs, você vai poder completá-las na ordem que você quiser. Algo que já devia ter sido feito pelo menos cinco anos atrás. Mas, antes tarde do que nunca.
E, como já é costume da desenvolvedora, a reserva virá junto da atualização 9.2 que adiciona cabras de montanha e uma nova besta Daher Reserve Draw CB-150. A lista completa de adições e correções de bugs ainda não foi divulgada.
Eu fiquei bastante contente com a reserva na Escócia lançada em dezembro do ano passado, mas continuei frustrado que “TheHunter: Call of the Wild” ainda se foca demais no norte global. Minha esperança é que, com a inclusão de uma floresta tropical, o jogo comece a explorar outras regiões que não precisem se “adequar” aos climas do hemisfério norte.
A reserva “Parque Fernando” na Patagônia foi um passo na direção correta, mas esperar quase 10 anos para a equipe revisitar a América do Sul é frustrante. Sei que jogos de caça não são para todos – e sei que muitos torcem o nariz para eles – mas para alguém que, embora nunca vá praticar a atividade na vida real – ver o mesmos mapas e biomas com pequenas alterações é cansativo.
Talvez a pressão de “Way of the Hunter 2” — que adicionou uma gigantesca reserva na África recentemente — esteja começando a mostrar que a Avalanche não está mais sozinha no subgênero, mesmo que a coroa continue com ela.
Veja o trailer e mais imagens do DLC abaixo:







