É possível “remasterizar” um jogo que, de início, já tinha uma quantidade imensa de bugs e problemas? Para a SNEG, pelo visto, sim. Nesta segunda-feira (19) a editora anunciou que o RPG “Pool of Radiance: Ruins of Myth Drannor” vai estar disponível via Steam e GOG a partir de 6 de novembro; além disso, o jogo conta com uma demo no Steam Next Fest.
Originalmente lançado em 2001 pela Stormfront Studios, “Ruins of Myth Drannor” é mais um jogo que surfou na era de “ouro” de “Forgotten Realms”, a mesma de “Baldur’s Gate 1” e “Baldur’s Gate 2”. Entretanto, ao invés de utilizar o sistema “Real Time With Pause” (RTWP) bastante comum na época, a desenvolvedora optou por um sistema em turnos.
A história não poderia ser mais simples possível, e bastante reminiscente de dungeon crawlers clássicos. Você controla um grupo de mercenários enviados pelo mago Elminster para dar um fim no que é conhecido como “Pool of Radiance” um gigantesco “poço” que emana mal e corrompe tudo que toca. Como você imagina, selar o mal que o “poço” emana é muito mais complexo do que qualquer um imagina.
No lançamento, a recepção para “Ruins of Myth Drannor” foi um tanto quanto dividida. Muitos adoraram o sistema de combate, mas reclamavam dos constantes bugs e problemas de desempenho, ainda mais no que diz respeito a câmera.
O relançamento promete melhorar a câmera, corrigir as centenas de bugs, melhorar a interface, adicionar suporte a widescreen e a controle, além de uma série de refinamentos na barra de ações, velocidade do combate e outros pormenores ainda não divulgados. Aqueles que preferirem jogar no modo “clássico”, o relançamento de “Ruins of Myth Drannor” também virá com uma versão que retém todas as peculiaridades do lançamento de 2001. Espero que ao menos sem os bugs.
Por um lado, eu estou empolgado por essa remasterização. Eu adorei o pouco que joguei de “Ruins of Myth Drannor” na minha juventude, mas nunca o concluí. Por outro lado, a SNEG não tem sido a melhor empresa no que tange a qualidade de remasterizações e relançamentos.
“The Temple of Elemental Evil” é um ótimo exemplo, com bugs que não estavam presentes na versão original e a necessidade de dezenas de atualizações — que ainda estão sendo lançadas — para corrigi-los. E olha que “Temple of Elemental Evil”, embora temperamental em algumas áreas, era muito mais polido do que “Ruins of Myth Drannor”.
Infelizmente ainda não tive tempo de testar a demo que está disponível na plataforma da Valve, mas estou com os dedos cruzados para que seja digno do jogo que ele deveria ter sido em 2001.
Veja imagens de “Pool of Radiance: Ruins of Myth Drannor” abaixo:







