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Primeiras Impressões – Bladesong

Lucas Moura por Lucas Moura
6 de fevereiro de 2026
em Uncategorized
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Por mais que, entra semana e sai semana, eu gaste uma boa parte do meu tempo escrevendo, eu não me vejo como alguém “criativo”. Melhor, a minha criatividade e habilidade florescem no reino da escrita, e não do visual. Tentei, múltiplas vezes, aprender a desenhar ou trabalhar com materiais como cerâmica, mas desisti na metade do caminho. A ideia, portanto, de jogar algo como “Bladesong” (Steam), me amedrontava. “O que diabos vou fazer nesse jogo? Vou ficar cinco minutos tentando criar uma espada e desistir”. Felizmente, o projeto da Sun and Serpent Creations é muito mais do que um mero criador de espadas.

A minha maior surpresa veio ao clicar no modo “campanha”. Primeiro que, eu sequer esperava que “Bladesong” tivesse um, muito menos um tão elaborado quanto o que foi apresentado. A narrativa se desenrola de forma similar aos adventures de texto do final dos anos 80 e começo dos anos 90. Descrições ricas sobre a cidade na qual o meu ferreiro vive, escolhas que alteram o rumo da trama — uma sobre um ferreiro morto-vivo. E, sim, eu falo do ferreiro que você controla.

Todos os dias você recebe uma seleção de encomendas e pode escolher quais delas aceitar; cada encomenda consome recursos, incluindo pontos de ação, aço, couro e madeira dependendo da tarefa que você tem pela frente. Além do custo, as encomendas também fazem pedidos específicos sobre o tipo de lâmina que você forja, e você tem que tentar fazer algo que corresponda às especificações da pessoa que requisitou

O meu primeiro cliente queria algo “simples”, uma espada de duas mãos. “Não gosto que meus inimigos fiquem a uma distância que possam me abraçar”, comentou ele ao finalizar o pedido. Eu não questionei – nem podia. A vontade era de falar “mas e se você se sentir sozinho?”. Decidi iniciar os trabalhos.

Bladesong

Como na vida real, cada espada começa a partir de um lingote, um pedaço de aço que você então tem que martelar fisicamente e moldar. Você escolhe a habilidade certa e martela com cliques repetidos do mouse para ajustar da forma que o cliente deseja. Cliques na parte superior do martelo resultam em golpes mais fortes. Um após o outro, você martela o comprimento, depois achata até a espessura e largura certas, antes de moldar a ponta e trabalhar na seção transversal da lâmina.

É um processo propositalmente monótono, mas surpreendentemente relaxante. Não sei por que eu estou surpreso que o barulho do martelo e o processo me agradou. Eu gastei horas no DLC “Legacy of the Forge” de “Kingdom Come: Deliverance 2”, e até então “Bladesong” estava sendo uma versão mais “enxugada” e ao mesmo tempo mais complexa das suas mecânicas.

Dito isso, eu já havia terminado o pedido do cliente, mas ainda faltava os “retoques” finais. No caso, você pode adicionar o punho, um cabo e o pomo que desejar. Vale apontar que diferentes clientes vão pedir punhos específicos ou vai existir uma limitação dado ao tamanho da espada — ao menos no modo campanha. Mesmo nessa primeira encomenda, eu já estava impressionado com a quantidade de variações oferecidas por “Bladesong”.

Cada encomenda completada resulta em um ganho de pontos de experiência, e como é de imaginar, você eventualmente sobe de nível. Quanto maior seu nível, mais habilidades que você vai ter a sua disposição. Dentre as habilidades oferecidas em “Bladesong” está a capacidade de criar lâminas curvas, gravar seu nome em suas criações ou desbloquear novos tipos de pomos. Não é um sistema necessariamente complexo, mas serve como um ótimo alicerce e incentivo para continuar a fazer as espadas.

Encomenda após encomenda, o mundo de “Bladesong” começou a ter seu contexto narrativo criado pelas histórias contadas dos clientes. Um mundo repleto de desigualdade, cruel, e um reino prestes a sucumbir pela corrupção. Você é só mais uma peça nessa gigantesca engrenagem. Uma peça essencial para aqueles que não temem a morte, para aqueles que precisam se defender ou para quem vai usar as suas criações para matar outras pessoas.

O jogo não foge de questões ou dilemas morais. Pelo contrário, o seu próprio personagem tem dúvidas acerca da profissão que escolheu. Se esse, é, de fato, o caminho certo, e se o que você está fazendo é algo “nobre”. Por ainda estar em Early Access, apenas o primeiro capítulo da história está disponível para explorar, mas digo com folga que estou muito curioso para ver que caminho a trama vai seguir.

Também estou muito curioso para ver se a árvore de habilidade e as escolhas que você pode fazer no que tange a narrativa vai ter um impacto mais profundo na história. Tenho a sensação de que, cedo ou tarde, a cidade na qual você trabalha vai acabar em cerco e, mais do que nunca, o trabalho de um ferreiro vai ser essencial.

Aqueles que preferirem não ter que esperar para ver o final da história para desbloquear todas as habilidades, o modo criativo é onde você pode de fato criar o que bem entender. Existem três exemplos pré-construídos que você também pode desmontar, trocar peças e fazer alterações como achar melhor, antes de embarcar em seu próprio projeto de design.

Pessoalmente, eu recomendo que você ao menos avance um pouco na campanha antes de testar o modo criativo. A quantidade de opções é assustadora, e o jogo ainda carece de um tutorial mais robusto para o modo criativo.

Dito isso, a interface do usuário já faz um trabalho competente em dar uma “mãozinha” na hora de te guiar para o que você quer fazer na sua espada. E, como você não está atendendo a um pedido específico, o limite é a sua imaginação.

Como havia imaginado, o modo criativo foi o que menos me atraiu. Adorei as opções, ferramentas e estilos que podem ser aplicados às espadas. Eu só me senti desmotivado pela minha falta de “imaginação”. Talvez me arrisque, no futuro, recriar alguma espada famosa – seja da vida real ou de alguma série que eu gosto.

A minha única grande crítica em relação ao modo é que ele falta a ambientação do modo campanha. Ter uma bigorna, um martelo e uma lâmina em um “vazio” é um tanto quanto “estéril” para um jogo que é tão rico em detalhes nos textos. Eu espero que a Sun and Serpent Creations adicione ambientes opcionais para o modo criação. Eu adoraria, por exemplo, ter um pano de fundo de uma tenda onde eu trabalho, ou uma ferraria gigantesca. Quem sabe até mesmo uma que reflita até onde eu fui no modo campanha.

Com a previsão de lançamento apenas em 2027, “Bladesong” tem um longo caminho pela frente. Mas esse caminho é bem menos irregular do que eu imaginava. É, de longe, um dos jogos em Early Access mais polidos que eu já pus as mãos em um longo tempo. Não tive problemas em relação a desempenho, crashes ou muito menos bugs. A Sun and Serpent Creations o colocou no momento certo no Steam, e agora só precisa refinar os tutoriais, expandir a história e atender o que a comunidade pedir.

Retornarei a ele antes do seu lançamento oficial e a conclusão da campanha? Ainda não tenho certeza, mas de uma coisa sei: Ele vai ter uma gigantesca legião de entusiastas em ser um ferreiro. Não duvido que vire um baita sucesso entre aqueles que querem forjar as mais diferentes espadas no modo “criativo”.

E se você for uma dessas pessoas, já digo com folga: pegue-o agora sem pensar duas vezes.

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Lucas Moura

Lucas Moura

Após trabalhar em revistas e sites como EGW e BABOO, Lucas fundou o Hu3BR pela sua paixão em jogos de estratégia, indies e a interconexão entre sistemas e emoções humanas.

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