Projetos sobre a lenda do Rei Arthur não são novidade no universo dos jogos, mas de cinco anos para cá eu vejo cada vez mais desenvolvedoras retornando a ilha de Avalon para contar uma nova história. O mais conhecido é “Tainted Grail: The Fall of Avalon” da Questline, mas não o único. Nesta semana a equipe da Runes Studio anunciou o início do playtest de “Wardens of Avalon”. Para quem estiver interessado em jogá-lo, basta acessar a página do jogo no Steam e clique em “Solicite Acesso”. Ele vai estar ativo até 6 de julho às 10h (Horário de Brasília). O jogo está previsto para lançamento em 2027 para PC.
Com um misto de visão top-down com isométrica, a melhor forma que eu tenho para descrever “Wardens of Avalon” é: O que aconteceria se a equipe de “V Rising” decidisse criar um jogo sobre a lenda do Rei Arthur? E falo isso da forma mais carinhosa possível.
O playtest pode ser jogado tanto em modo solo como em coop – seja no modo peer-to-peer (P2P) ou por meio de servidores hospedados de forma remota. Vale apontar que toda progressão no modo P2P fica atrelada a quem criou a sessão. Ou seja, se você completou uma quest ao jogar em uma partida hospedada por outra pessoa, terá que completá-la novamente sozinho.
Dito isso, o que eu joguei do playtest, mais ou menos duas ou três horas, “Wardens of Avalon” é bastante competente. Ele tem uma pegada bem leve de “souls” com um combate metódico, sistema de lock-on e gerenciamento de stamina, boa variedade de armamento e criação de itens. Não me surpreende levando em conta que o projeto anterior da equipe — “Goblin Gladiators” — é quase um esboço do combate que vi no playtest.
O grande “diferencial” – se é que posso chamá-lo disso – é que o grosso da trama gira em torno de reconstruir Avalon a sua antiga glória. Tema que também já foi tratado em títulos como “King Arthur: Knight’s Tale” da Neocore Games. Todavia, onde o jogo em turnos se focou quase que exclusivamente em tomar território inimigo, “Wardens of Avalon” quer que você coloque a mão na massa. E, sim, isso significa elementos de “sobrevivência” e construção.
Pode se preparar para dar espadadas e machadadas em árvores e pedras para coletar matérias-primas e refiná-las posteriormente. Se você torceu o nariz só de pensar na ideia, já adianto que ele não é tão monótono quanto parece. Aliás, diria até que ele é um dos jogos mais “rápidos” para coletar recursos que eu joguei nos últimos meses.
Claro que eu preferiria muito mais reconstruir Avalon com um sistema de construção mais voltado para a estratégia e gerenciamento, mas aí “Wardens of Avalon” teria que praticamente mudar de gênero. Ao menos fico aliviado que ele não vem com 300 tipos de metais diferentes necessários para construir uma ponte ou reformar uma casa.
Veja o trailer e mais imagens do game abaixo:







