Poucas coisas me deixam tão contente quanto ver equipes evoluírem ao longo dos anos. A Moth Atlas entrou no meu radar em 2022 com “Ocean’s Heart”, uma bela homenagem a Zelda. Não precisei ver mais do que duas imagens de “Tombwater”, lançado nesta semana em conjunto com a Midwest Games no Steam (R$83,99) para falar “Opa, é um novo jogo da Moth Atlas?”, antes mesmo saber que era deles.
O projeto, encabeçado por Max Mraz e Jake Wagner — que já trabalharam juntos no demake de “Bloodborne” (“Yarntown”) que funciona como um prelúdio a “Tombwater” — é consideravelmente mais ambicioso do que tudo que já fizeram até então. Tanto em termos de narrativa quanto de mecânicas.
Grande parte da história se passa na cidade que dá nome ao jogo, “Tombwater”. Antes famosa por suas minas, agora está praticamente abandonada por conta de seres peculiares, assombrações, e pessoas sendo levadas à loucura por uma entidade desconhecida. Adivinha quem fica encarregado de descobrir o que de fato está acontecendo? Exato, você, um pobre coitado que chega na cidade após uma tentativa fracassada de roubar um trem.
A Moth Atlas não esconde a clara influência de HP Lovecraft e de soulslikes na produção de “Tombwater”. Você possui o seu tradicional sistema de “classes”, uma variedade enorme de biomas — 16 no total, de acordo com a desenvolvedora — e mais de 25 chefões.
O que faz me interessar, e muito, por “Tombwater” é o uso de diferentes tipos de rifles e pistolas como parte essencial do combate. Ainda são poucos os jogos que oferecem essa possibilidade e muito do que vi – e joguei – dele, me lembra um tanto “Hunt the Night”, outro excelentíssimo soulslike.
A demo mostra um sistema de combate que pode aparentar ser relativamente simples, mas esconde uma belíssima complexidade desbloqueado por meio de melhorias para armas, novas “magias” e uma boa variedade de classes com diferentes atributos e armamentos iniciais. E, sim, começar com um sabre ao invés de uma espada faz toda a diferença.
E para aqueles que gostam dos seus jogos com bastante nuance e uma narrativa menos direta, já adianto que “Tombwater” não é desses. Há uma quantidade notável de NPCs que te ajudam ao longo da jornada e que deixam as suas intenções claras – mesmo que elas sejam malignas.
Se você está com o pé atrás, recomendo e muito testar a demo do jogo. Ela dá não só uma noção geral do gameplay, mas também permite que você teste todas as classes disponíveis na versão final do game.
Outra vez, a minha grande dificuldade com “Tombwater” não é o jogo em sim, mas sim tempo livre. A Moth Atlas estima uma duração média de 20h – o que não pode ser muito para o gênero, mas que é demais para mim que anda com um dia a dia tão corrido.
Bom, quem sabe ele não vira assunto de um newsletter ou um artigo menor? Manterei vocês informados.
Até lá fique com o trailer e mais imagens do game abaixo:







