Sabe aquele trailer que você assiste e pensa “Eu gostaria que os visuais fossem assim no jogo.” até descobrir que, de fato, o que a desenvolvedora apresentou é praticamente idêntico em tempo real? Foi assim que eu me senti após jogar a demo de “Kidbash: Super Legend”. Em exposição no BitSummit — que rola até 24 de maio em Kyoto —, as equipes da Authentic Remixes e Fat Raccoon, junto com a Acclaim confirmaram o game para o começo de 2027 no PC, PlayStation 5 e Xbox Series S/X.
Com um toque de nostalgia, o jogo se passa em O.D.D., um universo onde residem os personagens de videogame que foram esquecidos pelo tempo. É nele que mora o protagonista Kidsbash; antes conhecido por suas proezas como herói, agora ele só é reconhecido por sua condição de amnésia. Uma ótima “desculpa” para fazer com que ele explore a terra de O.D.D. em busca da única pessoa que talvez possa recuperar a sua memória, seu antigo mestre Tao Shen Long.
Na prática isso resulta em um jogo com um visual que mistura “massinha” e plástico que lembra, e muito, o que se via em manuais de jogos da Nintendo e outra empresas entre os anos de 1980 e 1990. A sua jogabilidade é um misto de “Wonder Boy” com “Mega Man”, mas com um tempero extra de inimigos dolorosamente brutais.
O que me surpreendeu do pouco que eu joguei de “Kidbash: Super Legend” é o quanto a equipe conseguiu passar a sensação de controlar um boneco de massinha sem prejudicar a movimentação ou ataques. Kidbash é ágil com praticamente todo tipo de armamento – seja ele o tradicional “espada e escudo” ou shurikens.
Outro ponto que não posso deixar de comentar é a variedade do arsenal. Embora seja só uma demo – enviada para nós pela Acclaim –, dá para ver que o game evita as tradicional armadilha de usar metaprogressão como “muleta” e te incentiva a criar as suas próprias combinações à medida em que avança nas fases.
Eu mesmo as completei com armas bastante distintas — primeiro com uma espada, depois com um machado gigante — e tive que encontrar estratégias diferentes para os inimigos. Isso sem contar modificadores de dano que eletrocutam, congelam ou fazer com que os inimigos peguem fogo, e a possibilidade de “mixar” armas primárias e secundárias criando uma nova “classe” superpoderosa.
Minha expectativa está lá em cima para ver como vai ser o restante de “Kidbash: Super Legend”, ainda mais no que diz respeito a chefões e áreas mais “difíceis”. Uma coisa é certa: eu irei acompanhá-lo bem de perto até o seu lançamento no ano que vem.
Veja o trailer divulgado durante o BitSummit e mais imagens do game abaixo:







