A primeira vez que escrevi sobre “Etrange Overlord”, eu confesso que fiquei um pouco confuso sobre a sua premissa. Como que diabos ele ia misturar RPG, Tower defense e gerenciamento de personagens. Agora, após uns bons minutos com sua demo, disponível no PC, PlayStation, Xbox e Nintendo Switch, quase tudo faz sentido.
O projeto, encabeçado por Sohei Niikawa de “Disgaea” e “Rhapsody: A Musical Adventure” pode ser melhor descrito como “O que aconteceria se nós pegássemos a base de um jogo onde você batalha contra hordas, colocássemos um sistema de “lanes”, equipamento, progressão de personagem e para fechar com chave de ouro, números musicais?”.
Embora mais curta do que eu gostaria, a demo de “Etrange Overlord” vende muito bem a exagerada e excêntrica proposta do game. Ela começa pouco tempo depois de Étrange von Rosenburg, a protagonista do game, ser executada e enviada para o inferno. No melhor estilo “Disgaea”, ela decide que vai ser dona do pedaço e nada vai parar ela.
No que diz respeito jogabilidade, “Etrange Overlord” é o típico “fácil de aprender, mas boa sorte fazendo os objetivos secundários”. A maioria das missões gira em torno de eliminar hordas de inimigos, defender um ou mais personagens e / ou edificações. Você pode trocar de personagem e cada um deles possui um ataque básico e uma habilidade especial.
A parte “complexa” do game entra em cena com o sistema de “lanes”, que não são nada mais do que um círculo formado por notas musicais que permite você obter melhorias temporárias como aumento de força, habilidade especial ou aumento de defesa.
Essas lanes também são usadas para ativar condições especiais ou causar dano inesperados no inimigo. Por exemplo, em dado momento da demo eu tive que confrontar um chefão que tinha um escudo que só era desativado ao colidir contra uma máquina com espinhos giratórios. Tive então que forçar ele a recuar até que ele batesse contra a máquina e acabar atordoado. São pequenos detalhes que para mim, elevam e muito as missões de “Etrange Overlord”.
Minha preocupação, no entanto, fica mais para a IA dos seus companheiros, que são atrapalhados até para seguirem ordens básicas. O jogo só oferece três modos de controle para a IA: atacar os objetivos, defender o personagem que você controla, e se focar em atacar os monstros.
Não sei a quantidade de vezes que os vi vagando pelo mapa – que sequer é grande – sem fazer nada enquanto eu que tinha o trabalho todo de eliminar os inimigos. Esse é o ponto que pode “arruinar” “Etrange Overlord” e torço que seja só por causa que a demo está um pouco defasada em relação a versão final.
Dito isso, eu ainda estou curioso para testar a versão de lançamento e vocês não tenham dúvidas que se isso vier a acontecer, trarei as minhas considerações finais.
Veja o trailer e mais imagens de “Etrange Overlord” abaixo:





