Enxergar os “ingredientes” de “Silver Pines” é fácil. Uma pitada de “Alan Wake” aqui, um toque de “Resident Evil” acolá e meia colher de sopa de “This War of Mine”. Entretanto, o que a desenvolvedora Wych Elm consegue fazer com eles é o que impressiona. Nesta semana ela e a Publisher Team 17 confirmaram que o jogo de terror vai estar disponível a partir de 8 de outubro no Steam. Preço no Brasil ainda não foi divulgado.
O anúncio vem acompanhado por uma demo liberada na plataforma da Valve, uma que só posso descrever como uma das mais “generosas” que joguei nos últimos tempos.
Com pouco mais de 2h de duração, ela dá uma ótima visão geral da trama: a chegada do detetive particular Red Walker na cidade de Silver Pines em busca de um músico conhecido apenas como Eddie Velvet.
Ao chegar, Walker encontra a cidade praticamente abandonada. Avisos de evacuação devido a uma tempestade estão espalhados por toda parte e, ao que tudo indica de início, a população seguiu à risca e deixou tudo para trás. Isto é, até você encontrar um corpo que deveria estar morto.
A partir deste ponto “Silver Pines” vira um misto de “metroidvania” com survival horror que poucos jogos foram capazes de replicar. A movimentação é “pesada”, Walker não é um exemplo de pessoa com um ótimo condicionamento físico. Seus ataques às vezes são atrapalhados. A munição? Escassa. Armas de combate corpo a corpo? Essas podem quebrar.
Eu adorei a tensão de me esquivar dos inimigos, acertá-los com um estilete e fugir. Há todo um elemento “tátil” no jogo que eu tenho visto mais jogos de terror abraçarem. Por exemplo, ao invés de você apertar um botão para salvar, você tem que manualmente apertar as teclas de um telefone público e ligar para uma pessoa específica. Um sistema bem similar ao que vi em “Tormented Souls 2”.
Fica aqui a minha enorme recomendação para não só jogar a demo de “Silver Pines”, como para acompanhá-lo de perto. Esse eu faço questão de arranjar tempo para cobrir com calma.
Veja o trailer e mais imagens de “Silver Pines” abaixo:





