Acho muito peculiar como um jogo que – se comparado com os modelos modernos – praticamente não tem nenhum atrativo visual, mas continuou a ter uma comunidade gigantesca mesmo anos após o lançamento. Falo de “Speedrunners”. Agora, a equipe original que o produziu publicou nesta terça-feira (31) o seu sucessor espiritual, “Sprint City”, em Early Access. Ele está à venda por R$38,00.
Ao contrário de “Speedrunners 2” — que está sendo feito por outra desenvolvedora e aposta mais em visuais 3D, “Sprint City” segue o viés “Se não está quebrado, não mude”. Há, obviamente, melhorias notáveis nos visuais como personagens personalizáveis e maior dinamismo em seus movimentos, mas não espere mapas em 3D ou algo do tipo. O que você pode esperar são corridas intensas para ver quem chega em primeiro lugar. Ou melhor, para ver quem não fica em último e é eliminado.
Se você nunca jogou “Speedrunners”, as corridas do jogo não seguem uma estrutura convencional. Cada uma dela coloca até 8 jogadores em um mapa e eles precisam correr o mais rápido possível. Aqueles que ficarem em primeiro lugar ou não estiverem na “tela” quando alguém cruzar a linha de chegada ou atingir o tempo limite, é eliminado. Isso continua até um único jogador ser coroado o vencedor. Para piorar, tanto você quanto os seus oponentes possuem itens que podem “congelar”, atrasar ou fazer outro jogador explodir. Boa sorte tentando chegar em primeiro lugar.
A Second Stage Studio, desenvolvedora por trás de “Sprint City” trazem algumas mudanças interessantes — e preocupantes — para a fórmula. A primeira delas é que o mapa agora é “aberto”, ou seja, as pistas se integram diretamente com o resto do mapa. Na teoria isso permite que você possa escolher onde correr sem ter que depender de um menu. Na prática, isso me cheira a “open world” desnecessário.
A versão inicial de Early Access já conta com os principais elementos — como modo corrida online e offline, o mapa citado acima e a primeira leva de personagens. A expectativa é que ele fique por pelo menos mais um ano em desenvolvimento, mas a desenvolvedora cita que esse tempo pode se estender até dois anos. E, sinceramente, não ficaria surpreso se isto acontecesse dado a complexidade de balancear um jogo competitivo.
Eu ainda não tive a oportunidade ainda de testar “Sprint City”, mas eu acho os visuais dele muito mais atraentes do que o de “Speedrunners 2”. Torço para que ambos os jogos encontrem as suas comunidades.
Veja o trailer e mais imagens do game abaixo:






