Eu nunca entendi o apelo de Agario, um dos games que explodiu no Twitch por volta de 2015. Você era uma bola e tinha de se alimentar e engolir outras, fim. Havia um certo grau de tática, mas não o suficiente para me prender por mais de cinco minutos. No entanto, sua a explosão em popularidade  trouxe outros jogos do subgênero “io”, sendo um deles o adorável Wanderers of Io, que me fez finalmente entender o motivo das pessoas jogarem.

De maneira sucinta, Wanderers of Io é “O que aconteceria se o jogador ao invés de controlar uma bola, controlasse uma tribo e pudesse enviar comandos?”. Simples em sua execução, o jogador comanda as unidades indiretamente. Ou seja, é possível definir pontos de interesse – como coletar madeira ou caçar animais – e eles irão acatar com a decisão de acordo com a sua prioridade.

Outra variante é um sistema de “bárbaros”, comandados pelo computador e que controlam zonas como madeireiras ou edificações onde é possível trocar ouro por alimentos (usado para recrutar novas unidades). E, por fim, o jogador também tem acesso a um sistema de classes – unidades com arcos irão caçar, enquanto as que empunharem machados serão proficientes em cortar árvores.

Além da arte adorável, reminiscente de Settlers com um toque de Dungeon Keeper e Populous, Wanderers of Io traz um grau de complexidade na medida certa para que você tenha de encontrar um equilíbrio para avançar, saber navegar pelo mapa e como melhorar suas tropas. Além do que, é de graça e pode ser jogado no site oficial. Recomendo para escapulidas na hora do trabalho ou noites de insônia (ou no geral mesmo).

Os gifs abaixo mostram melhor Wanderers of Io em ação:

Comande uma tribo no encantador Wanderers of Io

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Ex-colaborador da EGW e redator para o BABOO. Tento constantemente entender sistemas e relacioná-los às emoções e reações que sentimos nos jogos.