Mas minha nossa, vocês realmente me pegam pelos pontos fracos não é mesmo? Falo do recém-anunciado “Calame” da Nextale Games. Previsto para sair ainda este ano e com demo no Steam, ele tem uma das minhas mecânicas favoritas: a possibilidade de alterar o terreno da forma que você bem desejar.
Misturando elementos de jogos como “Final Fantasy Tactics” e “Fire Emblem”, “Calame” não esconde suas fortes influências. Tanto que a sua história não foge dos moldes dos SRPGs tradicionais. Você toma o controle de um grupo de rebeldes que tem como principal objetivo derrubar o Rei da Luz. Mas, para isso eles precisam acreditar na “Lenda”.
Se a frase acima não fez o menor sentido, eu explico: no universo de “Calame”, uma lenda pode se manifestar como algo real caso as pessoas de fato acreditem nela. Quando se torna algo tangível, se torna um “poder sem limites” – ao menos é assim que a desenvolvedora a descreve, mas que infelizmente está ausente na demo.
Por outro lado, a demo já mostra uma narrativa que – ainda esteja presa nos moldes tradicionais – vai trazer duas visões bastante distintas: As das tropas de Kenmare e as Panteras. O primeiro grupo é o seu típico bando de rebeldes que cresce lento, mas continuamente e são focados em defesa. Já as Panteras são moldadas para aqueles que já tem experiência no gênero, com tropas ágeis, mas com poucos pontos de vida.
Outro recurso interessante do jogo são os personagens recrutáveis. Ao invés de preencher o seu exército com tropas “aleatórias”, “Calame” vai permitir que você recrute mais de 15 personagens que tem seu próprio arco narrativo. Não ficou claro pela demo se esse número equivale a todos os personagens do jogo ou se há uma variedade ainda maior caso jogue com Kenmare ou as Panteras.
Mas o que leva a coroa é o sistema de destruição e modificação de terreno. Ainda que não seja algo tão drástico quanto “Tenderfoot Tactics”, “Calame” já vai bem além do seu SRPG médio permitindo mudar a altura de partes do mapa, destruir pontes, derrubar pedras de montanhas ou tacar fogo em áreas. A melhor comparação seria com “Divinity: Original Sin”.
Fico até surpreso quão poucos SRPGs replicaram os sistemas da Larian na última década, já que sempre imaginei que ao menos parte dele se tornariam o “padrão” desde que “Baldur’s Gate 3” fez tanto sucesso. E, convenhamos, já está mais do que na hora de quebrar o molde padrão do subgênero.
Recomendo que vocês deem uma chance para a demo de “Calame”. Ela ocupa pouquíssimo espaço e o seu combate é delicioso.







