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Análise – Tormented Souls 2

Lucas Moura por Lucas Moura
5 de novembro de 2025
em Uncategorized
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Se 2024 e 2025 são prova de algo no que diz respeito a jogos de terror, é que o gênero está mais vivo do que nunca. Seja para jogos mais voltados em narrativa como “Mouthwashing”, remakes como “Silent Hill 2”, aos indies com “Fear the Spotlight e tantos outros. Todavia, pouquíssimos evocam a mesma sensação que eu tive ao jogar o primeiro “Resident Evil” ou minhas empreitadas por “Silent Hill” como os chilenos da Dual Effect com “Tormented Souls 2” (Steam / PlayStation 5 / Xbox Series S/X).

Ambientado pouco tempo depois dos eventos de seu antecessor, de 2021, o jogo não requer que você tenha profundo conhecimento das irmãs Walker – protagonistas da história. Em partes pelo jogo contar uma história em grande parte “separada” por assim dizer, em partes pela trama ser tão absurda em dados momentos que quaisquer tentativas de a explicar de maneira que não me faça soar “insano”.

O que importa é que você assume mais uma vez o papel de Caroline Walker, e continua a busca para dar um fim definitivo para as visões aterrorizantes e desenhos que sua irmã, Anna, cria. Quem diria que a resposta disso estaria em um convento localizado em uma região remota. Conveniente, não?

Não demora muito para que Caroline descubra que o convento não é exatamente um convento tradicional. Muito pelo contrário, ele é praticamente uma “base de operações” para experimentos peculiares e uma estranha seita. As irmãs são separadas e Caroline acorda em uma cama repleta de agulhas que mais parecem ferrões gigantes de vespas.

Tormented Souls 2

Se você tem alguma questão com sangue, violência brutal ou agulhas, passe muito longe de “Tormented Souls 2”. A Dual Effect não hesita em colocar a protagonista em situações… desagradáveis. Essa é a maneira mais “gentil” que posso colocar. Ele não chega a virar “torture porn” ou algo do tipo, mas Caroline não é a sua típica protagonista de jogo de terror que, por algum motivo, tem uma incrível capacidade de se defender como se já tivesse passado por um treinamento extensivo militar.

O resultado disso é um jogo com um combate propositalmente “travado” e uma protagonista que utiliza ferramentas “fora do comum”. Tal como no antecessor, a maioria das suas armas são “improvisadas”. Ao invés de uma pistola, você usa uma arma que dispara pregos, e a espingarda é o cúmulo da improvisação, com dois tubos e um sistema de pressão que até agora me fazem perguntar como que diabos essa arma funciona.

Para quem cresceu com jogos desse estilo, “Tormented Souls 2” é um paraíso. A necessidade de parar, mirar, ou até mesmo se posicionar corretamente para atingir um inimigo me traz uma imensa satisfação. Vi jogos como “Heartworm” tentar replicar esse estilo, e tropeçarem feio. “Tormented Souls 2” aplicá-lo de forma tão precisa, e de certa forma, nostálgica, é um tremendo feito pela Dual Effect. Isso não quer dizer que o jogo seja isento de problemas no que tange o combate.

Se Caroline é propositalmente travada, os inimigos de “Tormented Souls 2” vão no caminho contrário. Eles se movem rapidamente e atacam com bastante rapidez também, com alguns tendo ataques de longo alcance. A única real defesa de Caroline? Uma esquiva que nem sempre é suficiente para evitar um ataque que pode ser letal.

Tormented Souls 2

Por ser bastante enraizado no estilo “clássico” dos survival horrors, evitar combate é praticamente essencial caso você queira ver os créditos de “Tormented Souls 2”. No entanto, eu cansei de contar as vezes que eu morri por algum ataque que nem sempre eu tinha como me esquivar ou ao ser atacado por um inimigo que não estava no meu campo de visão. Às vezes eu perdia alguns minutos de progresso, outras vezes, horas.

Afinal, seus saves são relativamente “limitados” pela quantidade de itens de save (verificar quais são) e a Dual Effect espaça as áreas de save bastante para aumentar ainda mais a tensão. Eu não diria que em momento algum eu cheguei e falei “Ah, mas você está de sacanagem comigo que eu vou ter que fazer isso tudo de novo”, morrer em um survival horror e ter que refazer alguma ação é esperado, só queria que Caroline tivesse mais opções de defesa e que certos inimigos não tivessem um alcance tão assustadoramente grande.

Outro elemento que vai ser um tremendo “ou vai ou racha” para a maioria das pessoas é a quantidade de backtracking que “Tormented Souls 2” demanda. Achou uma chave nova? Pode ter a mais absoluta certeza de que ela provavelmente vai abrir uma porta que você viu no começo do jogo. É um tremendo teste de paciência, mas um que para mim valeu a pena.

Dizer que a Dual Effect dobrou o tamanho de “Tormented Souls 2” em relação ao seu predecessor não chega perto do que ela de fato fez. Você não vai explorar não só já citado convento, mas uma mansão extensa, um enorme complexo chamado “Vila Hess” e uma boa parte de uma pequena cidade. Todos eles apresentados de forma fantástica via o uso de uma câmera fixa tal como os clássicos do terror. Eu diria que a Dual Effect é uma das melhores desenvolvedoras da atualidade a implementar o estilo de câmera e ampliar o uso dela com ligeiros movimentos sem que o estilo perca a sua essência.

Tormented Souls 2

A cereja no topo do bolo é que cada ambiente funciona quase como eu próprio bioma – com novos tipos de inimigos e histórias secundárias que enriquecem o mundo do game. Em partes, eu diria que algumas dessas tramas são muito melhores do que a trama principal.

Sem entrar muito no território de spoilers, a minha principal crítica acerca da trama principal de “Tormented Souls 2” é e a quantidade assustadora de “buracos”. A Dual Effect tem uma grande afinidade em criar histórias com múltiplas linhas do tempo, ou com alguma mecânica que faz com que o protagonista ou a protagonista viagem por dimensões alternativas.

No entanto, o formato que ela utiliza em “Tormented Souls 2” me deixou confuso, e com mais dúvidas do que respostas assim que rolei os créditos. Há momentos em que o diálogo alude para algum acontecimento que eu, supostamente, teria visto nas horas iniciais, ou algum personagem que faz parte da trama e eu nunca o encontrei. Talvez tenha sido um bug da versão de review usada para essa crítica, ou um simples descuido da minha parte em não realizar um puzzle opcional.

E por falar em puzzles opcionais, “Tormented Souls 2” é um dos pouquíssimos jogos de terror da nova leva “moderna” — embora, como já citei várias vezes aqui, tem um grande tom de nostalgia — que faz um excelente uso de puzzles. Alguns vão do típico “encontre qual peça se encaixa nesta porta” ou “encontre a combinação correta de pedras” a alguns que foram tão complicados que eu mesmo me questionei se não tinha aberto um sucessor espiritual de “Myst” por acaso. Fica em destaque o quebra-cabeça para completar a espingarda e um quebra-cabeça que utiliza um telefone de disco.

O que também dificulta os quebra-cabeças é, infelizmente, a ausência de um sistema de mapa mais robusto que identifica para você quais áreas você já pegou todos os itens ou não. Uma decisão peculiar da desenvolvedora, já que o mapa em si mostra a localização dos puzzles. Entendo ela querer manter o estilo “retrô” do jogo, mas até mesmo o remake de Resident Evil para Gamecube oferecia essa opção – e olha que já são mais de 20 anos desde o seu lançamento.

Os últimos pontos que levantei, especialmente em relação aos puzzles e a história, podem soar desencorajadores, mas isso não poderia estar mais longe dos meus reais sentimentos sobre “Tormented Souls 2”. São pormenores, notas de rodapé quando comparados com o restante do jogo e do universo criado pela Dual Effect.

“Tormented Souls 2” transcende a mera homenagem ou uma “réplica” dos clássicos do terror. Em certos aspectos, como o combate — ainda que dê uns tropeços —, a forma criativa de apresentar armas, o excelente uso de perspectiva fixa, ele evolui uma fórmula que por anos parecia ter ficado “engessada” ou considerada “segura demais” ao ponto daqueles que que aplicavam seguiam a mesma receita. A Dual Effect ousou em alterá-la, mesmo que ligeiramente, mas que o efeito é fabuloso. Um daqueles que todo fã de terror precisa jogar.

Tormented Souls 2

Total - 9

9

Ainda que tropece em áreas como puzzles, e uma narrativa nem sempre coerente, “Tormented Souls 2” ousa em alterar uma fórmula que se tornou o jeito “seguro” de homenagear jogos clássicos de terror. O resultado é uma experiência igualmente fabulosa e tenebrosa, cheia de reviravoltas e com uma identidade forte o suficiente para se destacar até mesmo perto dos gigantes da indústria. Um incrível feito da Dual Effect, e um jogo essencial para fãs de terror.

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Tags: análisecríticajogo de terrorReviewTormented Souls
Lucas Moura

Lucas Moura

Após trabalhar em revistas e sites como EGW e BABOO, Lucas fundou o Hu3BR pela sua paixão em jogos de estratégia, indies e a interconexão entre sistemas e emoções humanas.

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