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Análise – Romeo is a Dead Man

Lucas Moura por Lucas Moura
6 de março de 2026
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Romeo is a Dead Man

Se há um conjunto de palavras eu posso usar descrever os trabalhos de SUDA 51 é como um “caos relativamente estruturado”. Bastante ênfase no “relativamente”. Seja na violência gratuita de “Killer 7” ou do “pacato” “Flower Sun & Rain”. Há algo de hipnotizante na forma que o desenvolvedor e sua equipe apresentam personagens, os intercalam com as cenas mais violentas possíveis e voltam para momentos tocantes. “Romeo is a Dead Man” (Steam / PlayStation 5 / Xbox Series S/X) não é exceção.

Você assume o papel de Romeo Stargazer é um delegado do xerife na pequena cidade de Deadford, com uma certa paixão pelo ocultismo e pelas teorias da conspiração. Um dia, enquanto patrulhavam, ele e seu companheiro de patrulha se deparam com alguém aparentemente ferido no meio da estrada. Infelizmente para Romeo, aquela coisa era uma criatura monstruosa que os despedaçou.

Por sorte, quando Romeo estava à beira da morte, seu avô — um cientista excêntrico e viajante do tempo — conseguiu salvar sua vida injetando-lhe diretamente no olho um poderoso dispositivo que o ressuscitou, ao mesmo tempo em que deu habilidades capazes de exterminar esses seres. Se isso deu um nó na sua cabeça, não se preocupe, é um jogo de SUDA51. Tudo vai ser explicado uma hora, ou não.

Na maior parte do tempo você vai explorar os mais diferentes tipos de eras como Romeo atrás de Juliet. Quem é Juliet? Pois bem, foi alguém por quem Romeo se apaixonou, mas ela também é um monstro que destrói linhas do tempo. Por sorte, Romeo é contratado pela polícia intergaláctica do FBI e tem todas as ferramentas para quem sabe por um fim de vez nela.

Romeo is a Dead Man

No que tange a jogabilidade, “Romeo is a Dead Man” segue o padrão “SUDA51”, simples de aprender e executar, mas também com algumas novidades. Com uma visão em terceira pessoa, você pode correr, se esquivar, e utilizar uma combinação de ataques corpo a corpo. Quanto mais dano você causar, maior o nível de “sangue” aumenta e você pode desferir um ataque letal.

O que “rouba a cena” nesse aspecto são os “bastardos”. Esses bastardos não passam de zumbis que podem ser plantados na nave espacial do FBI intergaláctico e após colhidos, trazem habilidades únicas. Gostaria de apontar que a esta altura nada mais fazia sentido em “Romeo is a Dead Man”. “Como assim eu vou plantar zumbis?”, me perguntei. Nem sei por que eu fiz tal questionamento, é um jogo de SUDA 51, eu devia ter deixado rolar.

Esses bastardos vêm nos mais diferentes tipos. Bastardos kamikaze, torres, bastardos que curam, bastardos que disparam raios e tantos outras variantes. Fico feliz que Grasshopper aprendeu com os “deslizes” anteriores e trouxe mais variedade no combate, algo que eu estava desesperado por desde o primeiro “No More Heroes”. E por falar em “No More Heroes”, “Romeo is a Dead Man” é o mais próximo de um sucessor espiritual que vamos ter no que diz respeito a jogabilidade, e falo isso como um elogio.

Mas a verdadeira estrela do jogo é a história, ou melhor, o jeito que ela é contada. Intercalando entre quadrinhos, cenas cinematográficas com um tom de surrealismo, até resumos do tipo “no episódio anterior” ou diálogos espalhados pelo mapa.

Romeo is a Dead Man

Eu confesso que nem sempre eu de fato consegui compreender o que realmente acontecia em “Romeo is a Dead Man”, mas eu nunca deixei de apreciar como a Grasshopper me deixava atento com uma sobrecarga emocional de visuais.Houve momentos em que eu me senti assustadoramente tocado por todo o tema de juventude, amor, e conhecer quem você é de fato, até situações cômicas que nem parecia que eu jogava o mesmo jogo.

Essa mesma tendência se estende para as mais diferentes áreas do jogo. Embora eu tenha falado acima que o jogo é em terceira pessoa, isso não é verdade o tempo todo. “Romeo is a Dead Man” muda o seu estilo para pixel art e visuais top down com conversas que remetem uma visual novel quando Romeo está na espaçonave do FBI. Até “fetch quests” bizarras aparecem nelas. E, se em outros jogos eu critico-as, aqui eu as abraço. É uma bela de uma quebra de ritmo muito necessária depois de despachar hordas de zumbis, monstros e alguns chefões.

Mas o que me pegou de surpresa talvez mais do que qualquer outro elemento é a trilha e os efeitos sonoros. Eu não sou uma pessoa de prestar tanto atenção nisso – uma pequena ou grande falha minha – mas é impossível comentar sobre “Romeo is a Dead Man” sem citar a mistura de rock, jazz, músicas ambientais com um tom sombrio e canções com voz que poderiam muito bem se encaixar em “Nier: Automata” que aparecem de tempos em tempos em lutas contra chefões.

O mesmo elogio vai para a equipe de dublagem, que consegue transmitir a sensação de que você está de fato em um mundo estranho, ou melhor, em uma linha do tempo em que nem tudo que você vê é real. É o absurdo do absurdo, e “Romeo is a Dead Man” é melhor ainda por isso.

Romeo is a Dead Man

Gosto de reforçar esses elementos, pois são o motivo pelo qual eu joguei “Romeo is a Dead Man” até o final e me desculpe se estou sendo um tanto vago em relação a história, qualquer “spoiler” a estragaria. Pois, quanto mais eu avançava em certas áreas, mais o combate ficava repetitivo. E, para “piorar”, o game introduz uma série de quebra-cabeças que me questiono motivo de eles existirem.

Essas áreas tipicamente estão confinadas ao que o jogo chama de “Subspace”, uma realidade alternativa (não me pergunte quantas realidades alternativas esse jogo tem) que pode ser acessada via TVs nos mapas. Aqui “Romeo is a Dead Man” toma uma forma de um jogo antigo da era PlayStation 3 / Xbox 360 da pior forma possível. Você sentiu falta de empurrar caixas ou mover formas do ponto “A” ao ponto “B”? Se a sua resposta foi “sim”, então você vai adorar essas áreas secundárias do jogo.

No meu caso, eu só olhava para elas e pensava “Céus, por quê? Por que você me faz passar por essa área chata sendo que tem dezenas de zumbis para matar lá fora?”. Eu sentia um alívio quando as completava.

Para aqueles que desejam por mais “gameplay”, o jogo oferece a possibilidade de batalhar contra chefes que já foram derrotados. Quanto maior a dificuldade, mais recompensas. Outra área secundária é o Palace Athena, pense nela como uma dungeon gigante que você pode obter itens e melhorias para as suas armas. Se eu te disser que investi mais do que 30 minutos nessas áreas, eu vou estar mentindo.

Romeo is a Dead Man

Meu interesse em “Romeo is a Dead Man” é quase que exclusivamente focado na história, e nisso a Grasshopper entregou o mundo para mim. É aquele jogo que vai permanecer quentinho no coração e, quem sabe, o jogo novamente daqui a alguns anos.

Isto é, se eu não ficar cansado de matar tantos zumbis.

Romeo is a Dead Man

Total - 8.5

8.5

Embora muito repetitivo na sua jogabilidade e mecânicas, “Romeo is a Dead Man” brilha na sua narrativa excêntrica e não-linear. Mais uma vez a Grasshopper mostra o seu lado brilhante com uma multitude de personagens engraçados e bizarros, cenas hilárias e tocantes, e um estilo visual sem igual.

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Lucas Moura

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Após trabalhar em revistas e sites como EGW e BABOO, Lucas fundou o Hu3BR pela sua paixão em jogos de estratégia, indies e a interconexão entre sistemas e emoções humanas.

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