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Análise – Romance of the Three Kingdoms 8 Remake: Destiny and Strategy

Lucas Moura por Lucas Moura
4 de fevereiro de 2026
em Uncategorized
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Eu tenho um relacionamento “complicado” com certas franquias. Seja por conta da mudança de desenvolvedores, direção ou o próprio passar dos anos. Delas, uma que está próximo do topo é a “Romance of the Three Kingdoms”. Amo “Romance of the Three Kingdoms XI” e “XIII”. Pensei que o mesmo ocorreria com “Romance of the Three Kingdoms 8 Remake” em 2025. O que eu encontrei foi um jogo sem “sal”, direto demais, e com pouca possibilidade de expressão do jogador. “Falta muito nele para eu sequer cogitar uma nova partida”, pensei comigo na época. É claro que faltava, e essa peça-chave é a expansão “Destiny And Strategy” (Steam)

Para quem não conhece, ou jogou pouco da franquia “Romance of the Three Kingdoms”, as expansões – mais conhecidas como “Power-Up Kit” existem praticamente desde a concepção da série. Pense nelas como um amalgamado de novas mecânicas que revigora ou muda completamente a forma que você enxerga o jogo base.

Em alguns jogos, são apenas mudanças pontuais para quem deseja mais complexidade nas batalhas, deseja mais cenários ou caminhos alternativos para a era do “Romance dos três reinos”. Para “Romance of the Three Kingdoms 8 Remake”, ela não só é essencial, como quebra alguns moldes até então pré-estabelecidos pela Koei Tecmo.

Para começo, essa é a primeira vez que “Romance of the Three Kingdoms 8” recebe uma expansão no ocidente. A versão original de PlayStation 2 chegou para nós somente com o conteúdo base. Eu mesmo já havia dado como “perdido” as chances de ele receber uma expansão – embora que, por ser um “remake”, há de se imaginar que ele já teria vindo com ela e as séries de melhorias que ele trouxe para a interface. Segundo que ela soluciona uma das minhas maiores críticas em relação ao próprio jogo: um melhor direcionamento de como você evoluiu o seu personagem.

Destiny and Strategy

A franquia “Romance of the Three Kingdoms” tende a alternar entre lançamentos. Em alguns ela é focada mais no lado estratégico, outros ela tenta criar situações mais elaboradas entre personagens. “Romance of the Three Kingdoms 8” é enraizado no conceito de melhorar o seu personagem, fazê-lo subir na esfera político-social de acordo com os seus pontos fortes e fracos.

Você pode se tornar um grande governador de uma região, um formidável general que irá participar de batalhas cruciais, um mentor que vai passar o seu conhecimento para as futuras gerações e por aí vai. Algo bem similar ao que “Crusader Kings 3: “All Under Heaven” oferece, mas com o triplo do drama. E não falo isso como exagero, “Romance of the Three Kingdoms 8” te faz participar de debates que funcionam como “batalhas” e mais parecem cenas tiradas de “Ace Attourney”.

Entretanto, para um jogo com tanto foco em personagens, a versão base era dolorosamente limitada. Você devia seguir um dos caminhos pré-definidos para acompanhar a “história” desse personagem — caso ele fosse um personagem histórico importante — ou esperar meses para melhorar seus atributos e, com sorte, seguir o caminho que planejou para ele. A recompensa final? Nenhuma. Era monótono, chato, exaustivo.

“Destiny And Strategy” praticamente extingue o problema pela introdução de um sistema de gemas.  Pense nele como um caminho alternativo para cada personagem. À medida que ele ganha status, reputação e alcança objetivos, ele desbloqueia gemas, bônus exclusivos que ajustam as suas capacidades não só além dos seus pontos fortes históricos, mas permitem que ele siga caminhos anistóricos.

Destiny and Strategy

Por exemplo, digamos que você decidiu jogar com um personagem que já é bastante conhecido por ser um gênio tático. Ao ganhar experiência por meio de batalhas, você tem acesso a gema “Foresight”, que permite você atacar duas vezes em uma só rodada de batalha. Outras gemas aumentam as chances de vencer duelos ou usar “habilidades especiais” durante confrontos em grande escala.

O elemento mais importante sobre as gemas é como elas se encaixam muito bem com o restante do jogo. Em momento algum eu senti uma desconexão entre as mecânicas da versão base de “Romance of the Three Kingdoms 8 Remake” e as que gemas trazidas pela “Destiny And Strategy”.

Elas brilham ainda mais quando você decide jogar como um “Free Officer” – um personagem sem um vínculo com um lorde ou uma facção. Antes de “Destiny And Strategy”, era um marasmo de “dormir, treinar, dialogar, evoluir atributos”. Agora? Agora você pode fazer a festa. Escolha o cenário que você quiser e semeie o caos.

O sistema de gemas e alguns comandos novos – ou repaginados – geraram situações de dar gargalhadas. Decidi jogar com um personagem que vivia em uma das cidades do Shu – um dos grandes reinos da época. Ao invés de me aliar com eles, decidi investir anos da minha vida estudando a arte do rumor e de espalhar mentiras.

Destiny and Strategy

Espalhei rumores sobre como as tropas da cidade eram fracas, que elas seriam facilmente derrotadas em combate, como o governador era inapto. Algumas vezes deu certo, outras nem tanto. O importante é que a IA percebeu as minhas ações, “acreditou” nelas e, ao perceberem que a cidade era um elo frágil dos Shu, a atacaram. Eu? Saí de fininho e decidi servir aos Wei. Justamente a facção que tomou a cidade.

Isso é só uma pequena fatia das situações absurdas que agora podem surgir em “Romance of the Three Kingdoms 8: Remake”. Governantes podem abdicar, generais podem desertar no meio do jogo e levar uma cidade-chave com eles. Os exércitos pessoais agora tem mais importância e a criação deles pelo jogador tem mais nuance – como a possibilidade de se unir a um rival – e viver de extorsão também é um caminho “viável”. Só não garanto que o seu personagem irá viver muito tempo.

Para aqueles que preferirem um caminho mais tradicional, seja de governante ou líder de um exército, “Destiny And Strategy” adiciona o sistema “Turning Point”, e eu não tinha ideia do quanto eu precisava dele em “Romance of the Three Kingdoms 8 Remake” até vê-lo em ação pela primeira vez.

Pense nele como um ponto de “tensão” que pode ser influenciado por fatores externos e internos. Um “Turning Point” pode aparecer quando a sua facção estiver em guerra; você pode alterar o resultado final de forma mais relevante ao avançar um exército para uma cidade que historicamente não foi conquistada. Isso pode causar um colapso quase total da facção inimiga, ou até mesmo personagens históricos que jamais se aliaram com você, compartilharem uma mesa durante um banquete. Nada te impede de que Lu Bu sobreviva e acabe o seu aliado com “Destiny And Strategy”.

Dito isso, o sistema não é completamente aleatório, e alguns dos eventos que surgem nos “Turning Points” tem um embasamento histórico, como o aparecimento de tribos do sul da China – algo que já acontece em “Romance of the Three Kingdoms XIII” – ou a batalha decisiva de uma cidade se fragmentar em múltiplas batalhas por cidades tão importantes quanto. “Romance of the Three Kingdoms 8 Remake” não se tornou “Crusader Kings 3”, e não vai se tornar tão cedo.

É importante salientar este ponto pois, por mais que haja melhorias consideráveis e importantíssimas trazidas por “Destiny And Strategy”, elas não alteram a estrutura base de “Romance of the Three Kingdoms 8 Remake”. Que, por si só, já é controverso por muitos acharem que a Koei Tecmo não fez o suficiente para ele ser considerado um remake.

Ele é uma versão atualizada de um jogo de estratégia do PlayStation 2 onde a maioria do tempo vai ser gasta em menus dentro de uma cidade. O sistema de batalhas ainda é da era em que a franquia utilizava turnos – e pessoalmente, é o meu preferido – mas está muito longe do primoroso sistema usado em “Romance of the Three Kingdoms XI”.

A IA ainda toma muitas decisões estúpidas – como abandonar cercos a cidades que estão praticamente ganhos, ou cortar alianças frutíferas para tentar se aliar com o seu pior inimigo. São problemas que eu aprendi a conviver, e até mesmo rir quando eles acontecem ao longo das minhas partidas com a expansão “Destiny and Strategy” instalada.

O que importa para mim é que a expansão transformou o jogo que eu descrevi como “sem sal” no começo dessa crítica em um companheiro para os dias que eu não tinha o menor interesse em explorar jogos de estratégia “atuais”. Finalmente, revelou que “Romance of the Three Kingdoms 8 Remake” é de fato um jogo mais do que competente e delicioso de se jogar.

Não ouso dizer que ele agora vai fazer parte da minha rotação mensal, ou sequer anual. Mas sei que ainda tenho muitos cenários para visitar e revisitar com os novos “Turning Points”, e muitos arquétipos de personagem que ainda quero explorar mais a fundo. Agora, se você gostou do que o jogo tem a oferecer, mas – como eu – achou que faltou algo? Então essa expansão é essencial.

Romance of the Three Kingdoms 8 Remake: Destiny and Strategy

Total - 9

9

Embora haja espaço para argumentar que “Destiny and Strategy” deveria ter vindo junto com “Romance of the Three Kingdoms 8 Remake”, a Koei Tecmo tomou o tempo que precisou, e produziu uma expansão transformadora. Uma que eu considero essencial, e que eleva o remake de um jogo estratégia pouco memorável para um com reviravoltas estonteantes, situações hilárias e mecânicas mais complexas.

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Tags: análisecríticaestratégiaestratégia em turnosgerenciamentoReviewromanceRomance of the Three KingdomsRomance of the THree Kingdoms 8
Lucas Moura

Lucas Moura

Após trabalhar em revistas e sites como EGW e BABOO, Lucas fundou o Hu3BR pela sua paixão em jogos de estratégia, indies e a interconexão entre sistemas e emoções humanas.

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