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Análise- Dynasty Warriors: Origins: Visions of Four Heroes

Lucas Moura por Lucas Moura
2 de fevereiro de 2026
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Visions of Four Heroes

Eu posso nem sempre comentar sobre, mas muitos sabem que eu sou um grande fã de musous. E, por mais que eu tenha as minhas ressalvas acerca do futuro deles de forma geral, tenho que concordar que “Dynasty Warriors: Origins” deu nova vida à série e trouxe alguns refinamentos muito importantes – e se tornou a minha referência de “ponto de partida” para quem quer explorar o subgênero. Por outro lado, eu o vi como um jogo muito “fácil”, até nas batalhas mais complexas. Uma falha que “Visions of Four Heroes” (Steam / PlayStation / Xbox / Nintendo Switch 2) corrige, mas traz outras.

Lançado em conjunto com a versão “Switch 2” do game, o maior atrativo é, de longe, a reviravolta narrativa. Em vez da habitual jornada heróica, temos quatro cenários distintos do tipo “E se?” que permite você formar uma equipe ou se aliar com os antagonistas do jogo base: Zhang Jiao, Dong Zhuo, Yuan Shao e, é claro, o poderoso Lu Bu.

Como alguém que não tinha botado muita fé em realidades alternativas — afinal, esse nunca foi o ponto forte da Omega Force — “Vision of Four Heroes” me impressionou mais do que eu esperava. Embora eu achasse que seriam um pouco artificiais ou óbvias, há uma trama surpreendentemente bem elaborada que adiciona uma carga emocional mais forte para os vilões da história.

Claro que, se você leu o Romance dos Três Reinos ou tem algum conhecimento da história da China vai saborear “Vision of Four Heroes” muito mais, e saber de forma bem mais profunda o porquê desses personagens serem considerados “vilões”. Mas, mesmo com esse conhecimento, houve muitos momentos que eu, de fato, “torci” para eles. Eu sabia que estava do lado “errado” da história, mas ainda assim o “carisma” dos personagens — ainda mais no que diz respeito atuação — me conquistou.

Visions of Four Heroes

Já no que tange a jogabilidade, “Vision of Four Heroes” é tão satisfatório quanto “Dynasty Warriors: Origins”, com um tempero extra: as batalhas estratégias. Após a missão principal que começa uma das campanhas, o jogo alterna para um modo em turnos onde você pode mover tropas para enfraquecer o oponente. Cada campanha é composta de várias etapas dessas batalhas estratégicas, todas desembocam em uma batalha decisiva. E, a dificuldade da batalha é definida por quanto você foi “eficaz” em reduzir o contingente do inimigo.

Eu adoro o conceito, mas é notável que é uma das primeiras “tentativas” da Omega Force em criar um mapa estratégico mais robusto. Na maioria das vezes, as batalhas decisivas já tinham sido “decididas” – ao menos em relação a quantidade de tropas – no próprio mapa. A IA é extremamente passiva e, ao invés de se focar nos meus exércitos mais fracos, decide partir para cima dos maiores exércitos e sofre as consequências. Isso não quer dizer, no entanto, que as batalhas sejam fáceis.

Como disse no começo do texto, uma das maiores diferenças entre “Dynasty Warrirors: Origins” e “Visions of Four Heroes” está na dificuldade. Pode começar a se preparar para tentar tomar bases com inimigos que dão buffs para as tropas, e ter que lutar contra dois, três, quatro personagens importantes da história ao mesmo tempo.

Eu perdi a conta das vezes que eu tive que recomeçar a primeira batalha ao lado de Zhang Jiao do tanto que eu fui massacrado pela coalizão contra os turbantes amarelos. Quando eu não morria de tantos combos, eu não conseguia acompanhar o “caos” da batalha. Corria de um lado para o outro tentando “salvar” todos os generais e ainda mantendo Zhang Jiao vivo. Chegou a um ponto que eu muitas vezes considerei diminuir a dificuldade só para passar dessa batalha. E, eu diria que ela é a mais fácil de todas da expansão.

Visions of Four Heroes

Não leia o parágrafo acima como algo negativo; foi um choque? Sim, mas também é algo que eu senti muita falta no jogo base. A última vez que eu de fato senti “desespero” em um musou foi em “Hyrule Warriors”, e “Visions of Four Heroes” entrega exatamente o que me faz tão feliz no subgênero. Agora, se você for marinheiro de primeira viagem nesse universo, eu recomendo – e muito – que você considere reduzir a dificuldade. Não só para reduzir a frustração, mas também pela forma que a Omega Force interpreta “dificuldade”.

A maioria dos inimigos importantes das batalhas decisivas tiveram os seus pontos de vida “inflados”. Ou seja, três ou mais pontos de armadura que requerem algum tipo de habilidade ou ataque pesado são a norma, e não a exceção. O “Assault” — mecânica que pode ser ativada ao atordoar um desses personagens — sequer faz cosquinha. A desenvolvedora não hesita em mostrar que “Vision of Four Heroes” é uma expansão voltada para quem entende muito bem de musou.

Para quem preferir seguir adiante na mesma dificuldade, a melhor coisa a se fazer é aproveitar o novo modo “Training Ground”. Inicialmente eu o tratei como um espaço para me familiarizar de novo com os controles e testar minhas habilidades, mas ele rapidamente virou um ótimo “companheiro de combate”.

Além de ser uma ótima área para testar builds — algo que o jogo base carecia, e muito — os desafios que a Omega Force criou para ele são exigentes e requerem bastante ajuste fino das habilidades e as armas que utiliza.

Visions of Four Heroes

Por falar nelas, conforme você avança em “Vision of Four Heroes”, as duas novas armas da expansão — o arco e o dardo com corda — ficam disponíveis. Elas podem ser obtidas tanto na batalha ou compradas de lojas. Pessoalmente eu preferi o arco pela mobilidade e por oferecer ataques à distância que ajudam a diminuir a pressão dos inimigos.

A Omega Force também aproveitou “Vision of Four Heroes” para dar uma repaginada nas armas já existentes no game. Várias habilidades foram ajustadas com animações mais suaves, e as (poucas) novas habilidades parecem ter sido projetadas para interromper menos o combate com animações longas. São detalhes pequenos no que diz respeito a imensidão que é “Dynasty Warriors: Origins”, mas muito bem-vindas se você está começando a jogá-lo agora. O que é tanto a benção quanto a “maldição” da expansão.

A melhor forma de jogá-la é em “paralelo” ao jogo base, preferencialmente à medida que você libera novos capítulos. Todas as batalhas são ajustadas para o nível do seu personagem, e as questões que levantei acima de números inflados para os inimigos são menos proeminentes. Eu descobri isso da “pior” forma possível, carregando um save meu onde eu já tinha feito praticamente tudo que o jogo base tinha a oferecer.

A Omega Force até tenta dar uma “suavizada” no problema com uma árvore de habilidades exclusiva para a expansão. Sim, de fato é um ótimo “incentivo” para fazer tudo o que ela oferece, mas apenas as armas e habilidades podem ser usadas no jogo base — quaisquer bônus em dano, defesa e afins ficam restritos as histórias. O que acontece quando você não tem o que fazer mais no jogo base e agora está com um inventário cheio de arcos e dardos com corda?

Claro que aqueles que estão sedentos para jogar mais “Dynasty Warriors: Origins” podem muito bem utilizar a seleção de capítulo para revisitar algumas das batalhas cruciais da trama principal. Todavia, sinto que o “Visions of Four Heroes” era a oportunidade perfeita para que a Omega Force implementasse um sistema “New Game+” que fosse além da dificuldade “Ultimate Warrior”.

A minha vontade era de pular de volta no jogo base, recomeçar do “zero” em um modo “New Game+”, reviver a história com as novas armas — mesmo que não faça sentindo. Afinal, quando que um musou de fato fez sentido? Terei de me contentar em completar os desafios que me restam — e olha que ainda falta muito. Isso se eu não apagar meu save e, de fato, começar do zero.

Apesar dos pesares, é impossível olhar para “Visions of Four Heroes” e não ver como uma boa adição a “Dynasty Warriors: Origins”. Como alguém que sequer imaginou que o jogo iria ter algum tipo de DLC dado o seu escopo e as próprias limitações dele, a Omega Force encontrou um “meio termo” agradabilíssimo.

Minha esperança é que ela pegue muitos dos conceitos testados nele – como batalhas estratégicas, o “Training Grounds”, e habilidades que interrompem menos a cadência do combate, e expanda em uma futura sequência. E, com sorte, um modo “New Game+”.

Para aqueles que possuem o Switch 2 e decidirem adentrar o mundo do musous “Dynasty Warriors: Origins” e jogar a expansão em paralelo, desejo apenas boa sorte. E, espero que você se torne um fã tanto quanto eu.

Total - 8.5

8.5

Como alguém cético de uma expansão para “Dynasty Warriors: Origins” dado o seu escopo, e as limitações impostas por ele. “Visions of Four Heroes” surpreende. Embora nem todas as mecânicas — como as batalhas estratégicas — funcionam como eu gostaria, ele traz uma ótima narrativa, atuação, e algumas das batalhas mais difíceis do game. Só faltou um “New Game+” para fechar com chave de ouro e permitir que eu aproveitasse mais das novas armas.

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Tags: análisecríticadynasty warriorsdynasty warriors originsReviewvisions of four heroes
Lucas Moura

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Após trabalhar em revistas e sites como EGW e BABOO, Lucas fundou o Hu3BR pela sua paixão em jogos de estratégia, indies e a interconexão entre sistemas e emoções humanas.

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