Você sente falta dos dias de “glória” do Nintendo 64? De metade dos jogos rodar na média de 20 quadros por segundo, do controle que machucava a mão, mas também de títulos como “Turok”, “007: Goldeneye” e “Perfect Dark”? Bem, agora você não vai precisar reviver isso apenas via emulação. Em nota, a desenvolvedora francesa Replicant D6 anunciou na última semana que “Agent 64: Spies Never Die” vai sair no Steam em 11 de agosto. Preço no Brasil ainda não foi divulgado.
Em mais do que uma clara homenagem aos shooters que marcaram o console da Nintendo, e com uma demo ainda disponível na plataforma da Valve, arrisco dizer que “Agent 64: Spies Never Die” é um dos pouquíssimos títulos que joguei em recente memória que de fato entendem o porquê de tantas pessoas gostarem de “Goldeneye” e “Perfect Dark”.
Não é só por serem, para muitos, os seus primeiros shooters em primeira pessoa. É a forma como as unidades se movimentavam no mapa e buscavam cobertura, de como o aumento da dificuldade equivalia a novos objetivos – alguns deles, muitas vezes, bem mais complexos de serem alcançáveis – e de toda a letalidade das armas.
É muito fácil olhar para a era de “ouro” dos shooters de PC e pensar que não há “valor” nesses shooters. Já ouvi muito desse papo. Até mesmo em relação a “Doom 64” – que hoje em dia finalmente é apreciado pela forma que ele se diferencia em termos de ambientação e utilização dos inimigos.
Pelo contrário, eu diria que eles tão impactantes em termos históricos do que “Halo” que moldou múltiplas gerações e introduziu elementos multiplayer e uma campanha mais robusta para consoles que não tinham esta capacidade.
Eles foram – ao menos no Brasil, para a população privilegiada – a porta de entrada de muitas partidas locais que só não se tornavam mais caóticas do que “Uno”. Um aspecto que hoje em dia é praticamente inexistente nos jogos atuais.
Muitos desses elementos permanecem presentes em “Agent 64: Spies Never Die”. Cada dificuldade tem variedade de objetivos, maior ou menor quantidade de inimigos, e a letalidade das armas. O melhor é que a Replicant D6 conseguiu transpor a movimentação e mira para o mouse e teclado sem fazer com que ela ficasse lenta ou entediante de usar.
Terei uma crítica sobre ele? Mas você não tenha dúvidas disso. Enquanto isso, recomendo que você teste a demo e jogue em todas as dificuldades possíveis. Não tenho sombra de dúvidas que, se você cresceu com shooters e jogos de estratégia como eu, irá amá-lo.
Veja o trailer e mais imagens do game abaixo:







